terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Seminário de Dons Carismático

Aprofundamento de Dons Carismático







>> Qual a diferença entre Graça e Dom?

1. O que é a Graça?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a graça é o favor, o auxílio gratuito que Deus nos dá para responder a seu chamado: chegar a ser filhos de Deus, filhos adotivos partícipes da natureza divina, da vida eterna.

Ao falar de graça, é feita uma distinção:

a) Graça Santificante: É uma disposição estável e sobrenatural que aperfeiçoa a alma para torná-la capaz de viver com Deus, de atuar por seu amor. E esta é recebida no Batismo e quando a perdemos pelo pecado mortal a recuperamos no Sacramento da Confissão.

b) Graça Atual: São as intervenções de Deus em nossas vida para nos ajudar na conversão e no crescimento em santidade. Quer dizer, são aquelas graças que Deus derrama em momentos específicos de nossas vidas em que recebemos uma luz nova sobre a vida de Deus e a vida em Deus, ou em um momento de tentação para poder suportá-la e vencer, ou as graças que nos são dadas em um momento de sofrimento ou prova que nos ajudam a ter a fortaleza necessária para suportá-los. Estas graças são auxílios momentâneos da parte de Deus para nos ajudar em nossa vida diária.

A graça aumenta à medida que permitimos ao Espírito Santo atuar pela participação nos sacramentos, a oração e a vida virtuosa - tudo pelos méritos de Cristo. A graça nos assemelha à vida de Cristo: suas virtudes, forma de pensar e de agir.

2. O que são os dons?

Novamente voltando ao Catecismo, quando se fala de "dons" refere-se àqueles "presentes" que o Espírito Santo nos dá. Os Dons são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do Espírito Santo.

Os dons de santificação são aquelas disposições que nos fazem viver a vida cristã completando e levando a sua perfeição as virtudes em nossas vidas. Estes são sete e a Igreja se refere a eles como "os dons do Espírito Santo". Estes dons são recebidos no Batismo, mas estão como presentes sem abrir, logo na Confirmação voltamos a receber uma efusão do Espírito para desenvolvê-los.

Os carismas. Além dos dons de santificação, o Espírito Santo no dá carismas, dos quais São Paulo nos fala: "Há diversidade de carismas, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o Dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos." (1Cor 12, 4-7).

Os carismas são como ferramentas. A graça é dada a todos, mas a cada um carismas diferentes segundo nossa missão. Estes podem ser usados bem ou mal. Não são condição nem garantia de santidade. Já que Deus nos criou livres, os carismas podem ser bem ou mal utilizados. Pode ser o caso de alguém que tenha grandes dons - como o dom da palavra, cura, línguas, etc. mas não viva em graça, como foi o caso do filho pródigo que partiu da casa paterna e mal gastou os bens entregues a ele.

Concluindo: enquanto a graça é participação da vida divina, os dons são presentes para ajudar-nos a viver esta vida da graça e para edificar a Igreja.

Todos os fiéis devemos invocar ao Espírito Santo e pedir-lhe que renove em nós as graças e dons que recebemos para que nossa vida cristã seja testemunho fiel de nosso Senhor Jesus Cristo e possamos levar ao mundo inteiro a Luz de Cristo.

>> Todos os batizados são carismáticos

1. A graça diviniza-nos

Todo o batizado foi elevado, pela graça santificante e pelos dons do Espírito Santo, à participação no Corpo de Cristo. Nele, a graça ainda não é plena, mas a sua vocação é crescer na graça como participante da natureza divina. A sua vocação é ficar cheio de graça, como dizemos de Nossa Senhora: Ave Maria, cheia de graça!

Podemos ler em 2 Pe 1,3-4: «O divino poder, ao dar-nos a conhecer aquele que nos chamou pela sua glória e pelo seu poder, concedeu-nos todas as coisas que contribuem para a vida e a piedade. Com elas, teve a bondade de nos dar também os mais preciosos e sublimes bens prometidos, a fim de que - por meio deles - vos torneis participantes da natureza divina, depois de vos livrardes da corrupção que a concupiscência gerou no mundo».

Nesta passagem de S. Pedro, está claro que recebemos dons gratuitos. E que esses dons nos transformam e fazem de nós comparticipantes da natureza divina.

2. Batismo no Espírito Santo

Nunca será demais recordar que pelo batismo recebemos o Espírito Santo, que nos reune no Corpo de Cristo. Assim se estabelece em nós uma in-habitação divina, uma união divina. Podemos entender assim claramente a partir do pentecostes joanino («recebei o Espírito Santo» - Jo 21,22), mas igualmente a partir do pentecostes lucano («todos ficaram cheios do Espírito Santo» - At 2,4).

A graça, os dons, os carismas, são manifestações do Espírito. E se nos é necessário falar deles, como desde logo falaram os Apóstolos e depois toda a teologia, não devemos cair no erro de os coisificar. A nossa união com Deus não deve ficar obscurecida ou intermediada pelos dons coisificados; mas, ao contrário, enriquecida pelos dons como manifestações do Espírito Santo em nós.

3. Os carismas como «comparticipação na natureza divina»

A união que Deus estabelece conosco é para nós transformante, santificante, divinizante. Vimos, em 2 Pe 1,3-4, que, pela graça, nos tornamos «comparticipantes da natureza divina». Ora, nessa comparticipação inclui-se uma comparticipação na ação de Deus. As graças especiais para esse fim são os carismas.

Jesus deixou-nos muitos pedidos para que atuemos em seu nome e no poder do Espírito Santo. Evangelizando e realizando obras no poder divino do Espírito. Muito expressamente, além do mandato da palavra está também o da vinculação em nome de Deus, realizando obras de poder - desde logo os sacramentos, mas ainda, além deles, obras carismáticas diversas de que muitos exemplos vêm no próprio Evangelho. Palavras de Jesus: «Assim como o Pai me enviou, assim também Eu vos envio» (Jo 20,19-23). S. João também diz, na sua primeira carta, que o amor de Deus por nós se conhece «pelo facto de sermos neste mundo como Ele foi» (1Jo 4,17). Numa passagem do Evangelho segundo S. João, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo, quem crê em Mim fará também as obras que Eu faço, e fará até outras maiores, porque Eu vou para junto do Pai, e o que pedirdes em meu nome Eu o farei» (Jo 14,13).

Quando Jesus nomeou os seus doze apóstolos e lhes definiu a missão, dizem os Evangelhos sinópticos (Mt 10,1; Mc 3,14-15 - 6,7-13; Lc 9,1) que lhes estabeleceu o serviço da palavra e o da santificação pelas obras de poder: enviou-os, em seu nome, não só a pregar a Boa-Nova, como também a expulsar os espíritos malignos e a curar. Isto é, a anunciar a Verdade do Reino, mas também, e pelo poder de Deus, a santificar: pela libertação dos espíritos e da cura dos corpos dos homens (cura integral, espiritual e corporal, pelo perdão dos pecados, já que todo o mal vem da mesma origem que é o pecado).

Já no Antigo Testamento se relatam, por um lado, os convites à santidade, e, por outro, os anúncios de Deus e a descrição das obras de poder de homens cheios do Espírito Santo. Por exemplo, em Juízes, 6,34, Gideão lemos: então o Espírito do Senhor revestiu a Gideão ...

Foi nesta fé que viveram os primeiros cristãos. Lemos nos Actos: «Agora, Senhor, olha para as ameaças (dos Teus inimigos) e concede aos teus servos poderem anunciar com toda a intrepidez a tua palavra, estendendo a tua mão para se operarem curas, milagres e prodígios, em Nome do teu Santo Servo Jesus» Act 4,29-30).

4. Os carismas são dons para proveito comum

Os carismas são dons do Espírito Santo que, de entre todos os dons do Paráclito, são especificados por se destinarem à pregação do Evangelho e ao serviço da comunidade. Como diz S. Paulo, tratando precisamente dos carismas, «a cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum» (1Cor12,7). Nisto se distinguem dos demais dons de santificação: a graça santificante, as virtudes infusas, os dons em sentido restrito e as graças atuais. Cujos frutos vêm descritos como bem-aventuranças e como frutos do Espírito Santo.

5. Os carismas são distribuídos desigualmente

Os carismas também se distinguem das virtudes infusas e dos dons pelo fato de não serem todos conferidos a todos os batizados. S. Paulo é, a este respeito, muito claro: «a um é dada, pela acão do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Tudo isto, porém, o realiza o único e mesmo Espírito, distribuindo a cada um, conforme lhe apraz» (1Cor 12,8-11). E depois de dizer isto tão minuciosamente, ainda se preocupa em explicar longamente esta repartição com a imagem do corpo, que tem muitos e desiguais membros, contudo todos úteis (1Cor 12, 12-31).

6. Qual o número de carismas?

O número de carismas é incontável, porque são incontáveis os dons de Deus para por nós ser feito serviço aos nossos irmãos. Há, contudo, descrições de carismas que mais se destacam. Por exemplo, segundo S. Paulo, há nove carismas importantes, que ele menciona muito claramente na primeira parte do capítulo 12 da sua primeira Epístola aos Coríntios: palavra de sabedoria, palavra de ciência, discernimento dos espíritos; curas, milagres e fé carismática; profecia, línguas e interpretação.

Não obstante, logo no fim deste capítulo 12, S. Paulo menciona, para bem da Igreja, e dentro da mesma idéia de diversidade sempre procedente do Espírito Santo, alguns «serviços» ou ministérios, como o das obras de assistência e de governo. De tal modo que podemos considerar que a esses serviços também são carismáticos. Na primeira carta de S. Pedro podemos ler: «conforme o dom que cada um recebeu, consagrai-vos ao serviço uns dos outros, como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus» (1Ped 4,10).

Em várias outras passagens das Escrituras se podem entender, sem dúvidas, referências a outros dons carismáticos, além dos referidos acima. Por exemplo: visões (Act 2,17 e 9, 3-17); presidir (Rom 12,8); assistência nas necessidades (1Cor 12,28); exortação e conforto (Rom 12,8); vida consagrada (1Cor 7,7); etc.

7. Os carismas são habituais; é questão de os reconhecer

Como exemplo do que sucedia nas comunidades cristãs primitivas, podemos recordar o que escreveu S. Paulo. Acerca dos coríntios, escreveu: «os sinais distintivos do Apóstolo realizaram-se entre vós, por uma paciência a toda a prova, por sinais, milagres e prodígios» (2Cor 12,12). E para os gálatas, escreveu: «Oh Gálatas (...) foi em vão que experimentastes coisas tão grandiosas? Aquele que vos concede o Espírito e opera milagres entre vós, será que o faz pelas obras da Lei ou pela pregação da fé?» (Gl 3,4-5).

O Concílio Vaticano II reconheceu a habitualidade atual dos carismas nos batizados, em numerosas passagens dos seus documentos, designadamente na Lumen Gentium (LG) e no decreto sobre o Apostolado dos Leigos (AA). Convém estudarmos esta importante doutrina conciliar, sob pena de vivermos na ignorância da nossa própria vida espiritual de batizados.

escrito por: Mário Pinto

>> Resumo sobre os dons de santificação

Os Dons de Santificação ou Dons do Espírito Santo são como hábitos ou disposições sobrenaturais que nos conduzem a pensar, julgar e agir em todas as circunstâncias como fariam Cristo Nosso Senhor ou Sua Santíssima Mãe, se estivessem em nosso lugar. Com efeito, aqueles que se deixam conduzir com docilidade pelo Espírito Santo comportam-se de um modo divino e, por isso mesmo, santo.

Doador dos sete dons” ou “septiforme nos teus dons” é como se chama o Espírito Santo nos cânticos, ladainhas e hinos que lhe são dedicados. O texto bíblico que lhe deu origem é Isaías 11, 1 – 3, em cujo original encontramos um elenco de seis dons, sendo o último, o temor do Senhor, citado duas vezes:

Um renovo sairá do tronco de Jessé,

e um rebento brotará de suas raízes.

Sobre ele repousará o Espírito do Senhor,

Espírito de sabedoria e de entendimento,

Espírito de prudência e de coragem,

Espírito de ciência e de temor ao Senhor.

(Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor).”

A esta lista de seis dons, a Vulgata Jerominiana e a Tradução Grega dos 70 (Septuaginta) acrescentaram a piedade, eliminando a dupla menção do temor de Deus e obtendo assim o número de sete.

Entre os dons do Espírito Santo, o dom da Ciência ocupa o primeiro lugar, pela sua importância na vida espiritual. O dom da Ciência faz com que se substitua a mentalidade mundana, isto é, meramente humana, pela maneira de ver de Deus. A alma passa então a julgar todas as coisas à luz da fé, e compreende com toda a nitidez o fim sobrenatural do homem e a necessidade de subordinar-lhe todas as realidades terrenas.

O dom do Conselho tem por finalidade aperfeiçoar a virtude da prudência, fazendo com que a alma possa discernir de imediato o que deve fazer ou deixar de fazer, tanto no que diz respeito à sua própria conduta como à do próximo.Trata-se como que de um conjunto de raciocínios iluminados pela graça de Deus que nos mostra de maneira nítida e precisa o que convém fazer ou evitar de fazer em determinadas circunstâncias. Esse “golpe de vista” tão preciso, é resultado do estudo e da reflexão, mas é também como que um “instinto sobrenatural” que provém do dom do Conselho.

O dom do Entendimento é uma disposição sobrenatural da alma que lhe permite captar e compreender de maneira extremamente clara e como que por intuição determinados mistérios de nossa fé ou até mesmo passagens das Sagradas Escrituras. Sob o influxo desse dom a alma penetra de maneira extremamente clara nos mistérios revelados, capta o alcance das verdades mais profundas da fé, deixa-se conduzir por caminhos de uma oração sempre mais vivenciada.

O dom da Sabedoria pode ser definido como uma disposição sobrenatural da inteligência que leva a dar valor àquilo que diz respeito às coisas de Deus e à glória de seu nome. "A sabedoria vale mais que as pérolas e jóia alguma a pode  igualar" (Prov 8, 11). O dom da sabedoria não se aprende nos livros mas é comunicado à alma pelo próprio Deus, que ilumina e enche de amor a mente, o coração, a inteligência e a vontade.

O dom da Piedade consiste numa disposição sobrenatural da alma que a inclina, sob a ação do Espírito Santo, a comportar-se nas suas relações com Deus como uma criança muito carinhosa se comporta com seu pai, por quem se sabe imensamente amada e querida.

O dom da Fortaleza é a capacidade que o Espírito Santo nos dá de viver e suportar as provações e de uni-las às provações de Cristo. A alma totalmente entregue ao Espírito Santo encontra, no dom da Fortaleza, uma disposição sobrenatural que a torna capaz de empreender as ações mais difíceis e de suportar as provas mais duras por amor a Deus e pela glória de seu nome.

O dom do Temor de Deus é uma disposição sobrenatural da alma que a faz experimentar um imenso respeito por Deus e uma complacência sem limites na sua bondade de Pai. Não se trata de temor servil, nem de temor de desagradar, mas de temor reverencial: Deus é tão grande, tão todo-poderoso, que queremos servi-lo e amá-lo de todo coração porque Ele é nosso Tudo.

"Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim " (Gal 2,20)

Resumo sobre os dons de santificação

Os Dons de Santificação ou Dons do Espírito Santo são como hábitos ou disposições sobrenaturais que nos conduzem a pensar, julgar e agir em todas as circunstâncias como fariam Cristo Nosso Senhor ou Sua Santíssima Mãe, se estivessem em nosso lugar. Com efeito, aqueles que se deixam conduzir com docilidade pelo Espírito Santo comportam-se de um modo divino e, por isso mesmo, santo.

Doador dos sete dons” ou “septiforme nos teus dons” é como se chama o Espírito Santo nos cânticos, ladainhas e hinos que lhe são dedicados. O texto bíblico que lhe deu origem é Isaías 11, 1 – 3, em cujo original encontramos um elenco de seis dons, sendo o último, o temor do Senhor, citado duas vezes:

Um renovo sairá do tronco de Jessé,

e um rebento brotará de suas raízes.

Sobre ele repousará o Espírito do Senhor,

Espírito de sabedoria e de entendimento,

Espírito de prudência e de coragem,

Espírito de ciência e de temor ao Senhor.

(Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor).”

A esta lista de seis dons, a Vulgata Jerominiana e a Tradução Grega dos 70 (Septuaginta) acrescentaram a piedade, eliminando a dupla menção do temor de Deus e obtendo assim o número de sete.

Entre os dons do Espírito Santo, o dom da Ciência ocupa o primeiro lugar, pela sua importância na vida espiritual. O dom da Ciência faz com que se substitua a mentalidade mundana, isto é, meramente humana, pela maneira de ver de Deus. A alma passa então a julgar todas as coisas à luz da fé, e compreende com toda a nitidez o fim sobrenatural do homem e a necessidade de subordinar-lhe todas as realidades terrenas.

O dom do Conselho tem por finalidade aperfeiçoar a virtude da prudência, fazendo com que a alma possa discernir de imediato o que deve fazer ou deixar de fazer, tanto no que diz respeito à sua própria conduta como à do próximo.Trata-se como que de um conjunto de raciocínios iluminados pela graça de Deus que nos mostra de maneira nítida e precisa o que convém fazer ou evitar de fazer em determinadas circunstâncias. Esse “golpe de vista” tão preciso, é resultado do estudo e da reflexão, mas é também como que um “instinto sobrenatural” que provém do dom do Conselho.

O dom do Entendimento é uma disposição sobrenatural da alma que lhe permite captar e compreender de maneira extremamente clara e como que por intuição determinados mistérios de nossa fé ou até mesmo passagens das Sagradas Escrituras. Sob o influxo desse dom a alma penetra de maneira extremamente clara nos mistérios revelados, capta o alcance das verdades mais profundas da fé, deixa-se conduzir por caminhos de uma oração sempre mais vivenciada.

O dom da Sabedoria pode ser definido como uma disposição sobrenatural da inteligência que leva a dar valor àquilo que diz respeito às coisas de Deus e à glória de seu nome. "A sabedoria vale mais que as pérolas e jóia alguma a pode  igualar" (Prov 8, 11). O dom da sabedoria não se aprende nos livros mas é comunicado à alma pelo próprio Deus, que ilumina e enche de amor a mente, o coração, a inteligência e a vontade.

O dom da Piedade consiste numa disposição sobrenatural da alma que a inclina, sob a ação do Espírito Santo, a comportar-se nas suas relações com Deus como uma criança muito carinhosa se comporta com seu pai, por quem se sabe imensamente amada e querida.

O dom da Fortaleza é a capacidade que o Espírito Santo nos dá de viver e suportar as provações e de uni-las às provações de Cristo. A alma totalmente entregue ao Espírito Santo encontra, no dom da Fortaleza, uma disposição sobrenatural que a torna capaz de empreender as ações mais difíceis e de suportar as provas mais duras por amor a Deus e pela glória de seu nome.

O dom do Temor de Deus é uma disposição sobrenatural da alma que a faz experimentar um imenso respeito por Deus e uma complacência sem limites na sua bondade de Pai. Não se trata de temor servil, nem de temor de desagradar, mas de temor reverencial: Deus é tão grande, tão todo-poderoso, que queremos servi-lo e amá-lo de todo coração porque Ele é nosso Tudo.

"Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim " (Gal 2,20)

>> O sentido da fé e dos carismas no povo cristão

O Povo santo de Deus participa também da função profética de Cristo, difundindo o seu testemunho vivo, sobretudo pela vida de fé e caridade oferecendo a Deus o sacrifício de louvor, fruto dos lábios que confessam o Seu nome (cfr. Hebr. 13,15). A totalidade dos fiéis que receberam a unção do Santo (cfr. Jo. 2, 20 e 27), não pode enganar-se na fé; e esta sua propriedade peculiar manifesta-se por meio do sentir sobrenatural da fé do Povo todo, quando este, "desde os Bispos até ao último dos leigos fiéis", manifesta consenso universal em matéria de fé e costumes.

Com este sentido da fé, que se desperta e sustenta pela ação do Espírito de Verdade, o Povo de Deus, sob a direção do sagrado magistério que fielmente acata, já não recebe simples palavra de homens mas a verdadeira palavra de Deus (cfr.1 Tess. 2,13), adere indefectivelmente à fé uma vez confiada aos santos (cfr. Jud. 3), penetra-a mais profundamente com juízo acertado e aplica-a mais totalmente na vida.

Além disso, este mesmo Espírito Santo não só santifica e conduz o Povo de Deus por meio dos sacramentos e ministérios e o adorna com virtudes, mas "distribuindo a cada um os seus dons como lhe apraz" (1 Cor. 12,11), distribui também graças especiais entre os fiéis de todas as classes, as quais os tornam aptos e dispostos a tomar diversas obras e encargos, proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, segundo aquelas palavras: "a cada qual se concede a manifestação do Espírito em ordem ao bem comum" (1 Cor. 12,7).

Estes carismas, quer sejam os mais elevados, quer também os mais simples e comuns, devem ser recebidos com ação de graças e consolação, por serem muito acomodados e úteis às necessidades da Igreja. Não se devem porém, pedir temerariamente, os dons extraordinários nem deles se devem esperar com presunção os frutos das obras apostólicas; e o juízo acerca da sua autenticidade e reto uso, pertence àqueles que presidem na Igreja e aos quais compete de modo especial não extinguir o Espírito mas julgar tudo e conservar o que é bom (cfr. 1 Tess. 5, 12. 19-21).

Concílio Ecumênico Vaticano II
in: Documento "Constituição dogmática A IGREJA"



















A dimensão carismática da Igreja

Enquanto sacramento de Cristo, a Igreja torna-nos participantes na unção de Cristo, pelo Espírito. O Espírito Santo permanece na Igreja como um perpétuo Pentecostes, e faz dela o Corpo de Cristo, o Povo de Deus, enchendo-a do Seu poder, renovando-a sem cessar, chamando-a a proclamar o senhorio de Jesus para glória do Pai. Esta in-habitação do Espírito na Igreja e nos corações dos cristãos como num templo é um dom para toda a Igreja: "Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Cor 3, 16; cfr. 6, 19). O dom primordial feito à Igreja não é senão o do próprio Espírito Santo. Com Ele vêm os dons gratuitos do Espírito, isto é, os carismas.

O Espírito Santo, que é dado a toda a Igreja, faz-se visível e tangível através de diversos ministérios; todavia, não se confunde com eles. Como manifestações visíveis do Espírito, os carismas estão ordenados para o serviço da Igreja e do mundo, mais do que para a perfeição dos indivíduos que os recebem. Como tais, eles pertencem à própria natureza da Igreja. Está portanto fora de questão que um grupo ou movimento particular, no seio da Igreja, reivindique uma espécie de monopólio do Espírito e dos Seus carismas.

Se o Espírito e os seus carismas são inerentes à Igreja no seu conjunto, então são constitutivos da vida cristã e das suas diversas expressões, comunitárias ou individuais. Na comunidade cristã, não há, em termos de direito, membros passivos, desprovidos de qualquer função ou ministério. "Há diversidade de dons, mas é o mesmo Espírito; diversidade de ministérios, mas é o mesmo Senhor; diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito em vista do bem de todos" (1 Cor 12, 4-7).

Neste sentido, todos os cristãos são carismáticos, e todos são desde logo investidos num ministério ao serviço da Igreja e do mundo.

Os carismas são, contudo, de importância desigual. Aqueles que estão mais diretamente ordenados para a edificação da comunidade possuem uma maior dignidade. "Vós sois o Corpo de Cristo; cada um por sua parte, sois os seus membros. Aqueles que Deus estabeleceu na Igreja são, primeiramente, os apóstolos, em segundo lugar, os profetas, e em terceiro lugar os que estão encarregados de ensinar; vêm de seguida, o dom dos milagres, depois o de cura, o de assistência, o de direção e o dom de falar em línguas" (1 Cor 12, 27-28).

in "Documento de Malines I" (coordenação do Cardeal Suenens), ed. Pneuma

Listas de carismas

"Mas é o mesmo Espírito que distribui todos os dons, repartindo a cada um como Lhe apraz". Note-se: é o Espírito Santo quem distribui.

São Paulo não tem apenas a lista de carismas de 1Cor 12, 8-10; para além desta apresenta mais três, que contêm outros tantos carismas não citados aqui. Na verdade, São Paulo menciona vinte e quatro carismas diferentes mas, ao fazê-lo, não estava preocupado em citar todos ou fazer uma lista exaustiva. Quando estudamos essas quatro listas, na verdade percebemos que todo aquele que quer trabalhar para o Reino de Deus pode receber qualquer carisma, exatamente para poder agir, não na fraqueza humana, mas no poder do Espírito Santo.

São Paulo fala, inclusivamente, do carisma de distribuir esmolas. Perguntamos: para que é necessário um carisma de distribuir esmolas? Para fazê-lo de uma maneira bela, correta, sem injustiças, sem preferências por ninguém e ajudando realmente os que têm mais necessidade. É esta a compreensão que São Paulo nos quer dar.

Hoje podemos, pois, falar de carisma de ministro da Eucaristia, carisma de catequista, de evangelizador, de psicólogo, de médico ou de psiquiatra. Quando mencionamos estes carismas de psicólogo, médico ou psiquiatra, não nos referimos ao dom natural; mas se o mesmo médico, psicólogo ou psiquiatra desejar, para além de tratar da saúde das pessoas, construir o Reino de Deus dentro delas, ele tem essa intenção porque vive no Espírito. E então pode receber um carisma específico para que, quando for trabalhar, para além das suas técnicas e métodos, tenha uma assistência especial do Espírito Santo, que acrescentará muito ao que ele já possui.

Por fim é preciso, também, que tomemos consciência de que existem muitos outros carismas importantes para a Igreja de hoje e que não se encontram citados nas Cartas de São Paulo.

Padre Alírio Pedrini
Assembléia do Renovamento Carismático Católico, Fátima, Nov. 1997

Os carismas

O Catecismo da Igreja Católica ensina (799) que "os carismas são graças especiais que, direta ou indiretamente têm uma autoridade eclesial, ordenados como são para a edificação da Igreja, o bem dos homens e as necessidades do mundo".

Acrescenta ainda (800) que, "os carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por aquele que os recebe e também por todos os membros da Igreja. De fato, eles são uma maravilhosa riqueza de graças para a vitalidade apostólica e santidade de todo o Corpo de Cristo (…)".

Carisma é uma palavra grega que significa dom gratuito. Os carismas são, pois, dádivas do Espírito Santo dados, segundo a nossa fé e a nossa confiança no poder de Deus. Não são dados aos mais cultos e aos mais inteligentes, mas aos que se abrem à ação do Espírito Santo, que se quer derramar abundantemente em nós. O fundamento de todos os carismas é a caridade, o amor.

Enquanto que os dons do Espírito Santo são permanentes, dados pelo Batismo, para a nossa própria santificação, os carismas são dons especiais, por vezes extraordinários, dados para o bem da comunidade, para o serviço dos outros e assistência da Igreja.

A Igreja primitiva era uma Igreja Carismática, como podemos comprovar nos Atos dos Apóstolos, que nos dão conta dos prodígios que os Apóstolos fizeram depois de Pentecostes. S. Paulo, por sua vez, nas suas Cartas, refere-se várias vezes aos carismas e ao modo como devem ser exercidos. Hoje a Igreja dos nossos tempos tem também necessidade dos carismas: eles são tão precisos como o foram naquele tempo.

Jesus Cristo, em Jo 14,12, disse: " Em verdade em verdade vos digo: aquele que acredita em Mim fará também as obras que Eu faço; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Meu Pai". Esta é uma realidade na qual todos devemos acreditar. É a realidade da nossa fé.

Deus, através do Espírito Santo, continua a servir todos nós que somos Igreja. É tendo subjacente esta promessa de Jesus que devemos acolher os carismas, como graças que procedem do Espírito Santo e das quais a Igreja tanto necessita.

Na 1ª Carta aos Coríntios (12,4-11) S. Paulo faz uma enumeração dos diversos carismas. De acordo com esta enumeração dividimos os carismas em 3 grupos:

- Carismas da palavra: Dom das línguas; Dom da interpretação das línguas; Dom da profecia.
- Carismas das obras: Dom da fé carismática; Dom das curas; Dom dos milagres.
- Carismas da revelação ou do conhecimento: Dom do discernimento dos espíritos; Dom da sabedoria; Dom da ciência.

Todos os carismas são para crescimento da Igreja, para servir a comunidade. S.Paulo exorta-nos a ansiar pelos carismas e por isso devemos:

- Rezar para que o Senhor nos dê os dons;
- Estar disponíveis para os receber;
- Ser humildes, conscientes de que nós nada fazemos e que é Deus que tudo pode e é n'Ele que está a nossa força.
 

Maria de Lurdes Azinheiro

Carismas: um dom gratuito do Espírito Santo

"Não se pode ter a luz sem o sol, a água sem a fonte, o calor sem a chama". O Espírito Santo derramou-se, não só em louvores e em testemunho, mas também na manifestação de uma série de graças que conhecemos com o nome de carismas. A partir do retiro de Duquesne, escreveu Patti Mansfield, "começamos a tropeçar, literalmente, com os carismas. Apareceu logo o carisma de profecia. E o de línguas. E o de cura...".

O termo carisma aparece 17 vezes no Novo Testamento, 16 em São Paulo, uma em 1Pe 4,10. Carisma é uma graça, um dom, um presente, um obséquio, um donativo, uma dádiva, algo que o homem não ganhou nem pode ganhar pelo seu próprio esforço nem pelos seus méritos. A definição mais simples do que é um carisma poderia ser a seguinte: "um dom gratuito do Espírito Santo, destinado à edificação da Igreja", ou, usando palavras de São Paulo, "uma manifestação do Espírito para o bem comum". Essa é a finalidade dos carismas: servir, construir, edificar a Igreja dinamicamente. "Uma comunidade estará mais ou menos viva, será mais ou menos dinâmica, na medida em que no seu seio existam, cresçam e amadureçam os carismas". Uma Igreja sem carismas envelhece e perde todo o seu atrativo e formosura.

Os carismas podem ser dados a qualquer um, seja pecador ou santo, homem ou mulher, sábio ou ignorante, crente ou não crente, em qualquer circunstância e em qualquer momento. O Espírito Santo distribui-os com inteira liberdade, mas sempre tendo em vista o bem comum. O carisma é uma riqueza para todos, é uma graça para a comunidade.

São Paulo acolheu todos os carismas com alegria e agradecimento. E também nós os acolhemos: desde os maiores até aos mais pequenos e insignificantes. Qualquer manifestação do Espírito nos faz estremecer de júbilo. Mas é necessário um discernimento acerca de todas as manifestações que se apresentam debaixo da capa do Espírito. A história tem sido testemunha de muitas manipulações. Poderia dar-se uma norma muito geral para o discernimento dos carismas: "Carisma que destrua, que divida ou desanime a comunidade não é um verdadeiro carisma. Se se pode detectar um alento poderoso que leva à confissão do senhorio de Jesus (lCor 12,3), à unidade, ao amor e ao amadurecimento da fé; se produz paz e sossego, então leva a marca do Espírito de Deus".

De qualquer forma, o Senhor providenciou um meio eficaz para o discernimento dos carismas: a hierarquia da Igreja. Ela é que tem de discernir, em cada caso, se um carisma é autêntico ou não, se procede do Espírito ou não. Os pastores têm a tarefa delicada de discernir os carismas, mas ao mesmo tempo a de garantir-lhes um espaço na vida da Igreja. "Não extingais o Espírito, não desprezeis as profecias. Examinai tudo e retende apenas o que for bom" (lTes 5,19-22). Não se pode aceitar nem recusar uma coisa porque gostamos dela ou não, porque me cai bem ou porque me cai mal. Os pastores da Igreja devem escutar essa advertência de São Paulo a todo o momento.

No Renovamento Carismático foram renovados quase todos os carismas mencionados por São Paulo nas suas Cartas. O Espírito está a abençoar a Igreja com carismas de louvor, de profecia, de cura de enfermos, de milagres, de palavra de sabedoria e de conhecimento, de falar em línguas, de evangelização e de pastoreio, de fé carismática... Essa é uma das principais características desta corrente de graça e uma das suas contribuições mais belas para a Igreja dos nossos dias. Aqueles carismas antigos, conhecidos através das Cartas de São Paulo e dos textos dos Santos Padres, que tinham caído num estado de semiletargia ao longo dos séculos, foram renovados pelo Espírito. Estão aí, são visíveis nos nossos dias nos grupos do Renovamento, "estão a abrir o coração de tantos fiéis ao serviço e ao amor, à evangelização e ao testemunho, ao compromisso com a Igreja nas paróquias e em todas as instituições onde se promove a expansão do reino, até ao impossível, até à utopia do reino de Deus neste mundo e para estes homens". Pode haver e há, de fato, outros dons e carismas, mas o Renovamento Carismático tem sido impulsionado pelo Espírito para trazer esses velhos carismas à vida da comunidade cristã. Por isso se fala de Renovamento Carismático. O despertar destes carismas foi uma surpresa do Espírito Santo para os nossos dias. "Queira Deus que o Senhor envie uma chuva de carismas para fazer fecunda, formosa e maravilhosa a Igreja, e, inclusivamente, capaz de chamar a atenção e de deslumbrar o mundo profano, o mundo laicizante" (Paulo VI, 10.Out.1974).

Espírito e carismas são duas realidades inseparáveis. Uma igreja sem Espírito e sem carismas não seria a Igreja de Jesus; um cristão sem Espírito e sem carismas está morto. Os carismas são autênticas oportunidades para a vida da Igreja. Uns podem ser mais úteis que outros e edificar mais a comunidade que outros, mas todos são graças que recebemos do Espírito Santo com alegria.

Pe. Vicente Borragán Mata, OP
in "Como um Vendaval... O Renovamento Carismático" ed. Pneuma




Os carismas e o seu emprego

Os carismas eram comuns no início da Igreja. Portanto, não são novidades trazidas pela Renovação Carismática Católica, a não ser no aspecto do seu exercício nos tempos atuais.

Os grupos de oração tornaram possível a sua manifestação em maior intensidade, percebendo sua qualidade de “dom” para todos os que crerem, conseqüência normal do batismo no Espírito.

Os carismas estão amparados na doutrina da Igreja, além de serem fundamentados Biblicamente. Nesse sentido, é necessário afirmar a atualidade dos carismas e promovê-los como realidades necessárias à evangelização e ao crescimento pessoal de cada cristão.

Convém abalizar dons efusos, que é matéria deste estudo, dos dons infusos, que também são carismas do Espírito, mas que se distinguem daqueles:

a) Dons infusos - temor de Deus, fortaleza, piedade, conselho, conhecimento, sabedoria e discernimento (cf. Is 11, 1-3). Num total de sete, esses dons são concedidos para a pessoa (infundidos), aprimoram e reforçam as virtudes, constituindo-se em benefícios para o crescimento pessoal;

b) Dons efusos — línguas, profecia, interpretação, ciência, sabedoria, discernimento dos espíritos, cura, fé e milagres (cf. 1 Cor 13, 8-10). Num total de nove, esses dons são para o serviço e o bem comum e são concedidos como manifestações atuais, de acordo com a vontade de Deus.

O que são carismas

Os carismas são dons, graças, presentes, dados pelo Espírito Santo, “mas um e o mesmo Espírito distribui todos esses dons, repartindo a cada um como lhe apraz”(l Cor 12,11). Em sentido restrito, os carismas são manifestações extraordinárias do Espírito Santo para proveito comum.

Pelo seu próprio caráter, dom não implica santidade. Na verdade, qualquer pessoa pode receber os presentes de Deus (cf. At 10, 34). Porém, não se pode esquecer que quem não tem vida espiritual e reta intenção de agradar a Deus, certamente usará mal os carismas.

Quando utilizar os carismas

É difícil precisar em que momentos utilizar os carismas do Espírito. O seu exercício deve se dá sempre, notadamente quando as situações o exigirem.

No entanto, é preciso dizer que os carismas são realidades atuais e não adquiridas por posse. É o Espírito que opera tudo em todos (cf. 1 Cor 12, 6-7), a seu querer.

Não seria justo, portanto, atribuir a uma pessoa ou grupo de pessoas específico a contenção exclusiva de qualquer manifestação carismática.

Nem mesmo se pode dizer que alguém “tem” este ou aquele dom, pois cada manifestação é única, mesmo que se processe com muita freqüência através de determinadas pessoas.

Contudo, não se pode cair no equívoco de reduzir os dons do Espírito a algumas ocasiões especiais. Eles foram dados em profusão nos tempos atuais.

Peculiarmente, a ação evangelizadora constitui um momento preciso de vivência dos dons efusos. O uso dos carismas não é só um direito, é um dever de todos os fiéis.
Os dons efusos e a caridade.

Jesus deu o mandamento do amor: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo” (Jo 15, 12.17).

Dessa forma, o bom uso dos carismas é garantido pelo amor, que é o dom por excelência e que atribui sentido aos outros dons. Os carismas, portanto, são fundamentados na caridade.

Os carismas devem ser pedidos com fé e exercidos na humildade

É exatamente por causa do amor que os dons efusos devem ser almejados. “Empenhai-vos em procurar a caridade”, encoraja São Paulo (cf. 1 Cor 14, la); e acrescenta: “aspirai igualmente os dons espirituais, mas sobretudo ao da profecia” (cf. 1 Cor 14, lb).

Por isso, os carismas devem ser pedidos com fé e sem temor Para o exercício prático dos carismas, não se deve esquecer três coisas fundamentais:

a) Humildade

b) Harmonia

c) Ordem

Palavra da Igreja

É oportuno destacar algumas asserções do Magistério da Igreja em relação aos carismas e seu uso. As palavras da Igreja tiram o medo e as dúvidas quanto à necessidade e utilidade dos carismas, bem como o direito que os fiéis leigos têm de usá-los para o bem comum.

Conclusão

É importante tomar consciência de que todo bem, todo dom, todo serviço prestado ao Reino de Deus em nome de Jesus, acontece sob a ação do Espírito Santo. Sem ele nada é eficaz para o Reino de Deus. “Nunca será possível haver evangelização sem a ação do Espírito”.

Carismas (Mod. Básico - Apost. 2)

 

O dom de línguas na história da igreja

0 dom das línguas (glossolália) é um carisma, ou seja, uma graça do Espirito Santo concedida para a edificação da comunidade. É o que São Paulo exprime longamente em 1Cor 14,2-15. Por isto quer o Apóstolo que o dom das línguas seja acompanhado do dom da interpretação para que toda a assembléia compreenda o que é dito e daí tire proveito:

"Quando estais reunidos, cada um de vós pode cantar um cântico, proferir um ensinamento ou uma revelação, falar em línguas ou interpretá-¬las; mas que tudo se faça para a edificação! Se há quem fale em línguas, falem dois ou, no máximo, três, um após o outro. E que alguém as inter¬prete. Se não há intérprete, cale-se o irmão na assembléia, fale a Si mesmo e a Deus" (1Cor 14, 26-28).

A glossolália resulta do entusiasmo do orante, que passa a falar linguagem ininteligfvel, porque a grandeza das obras de Deus não pode ser adequadamente expressa pelo linguajar comum. 0 entusiasmo, porém, pode redundar em desordem na assembléia; dá as medidas de cautela do Apóstolo. Se não há disciplina no exercício do carisma, pode o culto divino assemelhar-se a uma reunião de loucos:

"Se a Igreja se reunir e todos falarem em línguas, os simples ouvintes e os incrédulos que entrarem, não dirão que estais loucos?" (1Cor 14, 23).

Por causa do perigo da indisciplina, São Paulo parece preferir ao dom das línguas o da profecia, que é a proclamação das maravilhas de Deus em linguagem inteligível:

"Se, ao contrário, todos profetizarem, o incrédulo ou o simples ouvinte que entrar, há de sentir-se argüido por todos, julgado por todos; os segredos do seu coração serão desvendados; prostrar-se-á por terra, adorará a Deus e proclamará que Deus está realmente no meio de vós" (1Cor 14, 24).

A glossolália parece ter desaparecido nas comunidades cristãs desde o século IV. S. João Crisóstomo (+ 407) referia que na sua época havia embaraço para explicar o que seria o dom das línguas mencionado pelo Apóstolo; com efeito, ao comentário Cor 12,ls, dizia o Santo:

"Esta passagem é totalmente obscura; tal dificuldade provém do fato de que ignoramos o que ocorria outrora e não mais acontece em nossos dias" (In epist. 1 ad Car. Homilia 29,1).

Orígenes (t 250) mesmo parece ter ignorado o que fosse a glossolália, pois interpreta a afirmação paulina "Falo em línguas mais do que todos vós" (1Cor 14,18) no sentido de que São Paulo tinha milagro¬samente o conhecimento da língua de cada povo que ele evangelizava (In epist. ad Romanos 113). 5. Ireneu (+ 202) e Tertuliano (+ 220) ainda fazem referência ao carisma da glossolália. Há quem julgue que o abuso do pretenso dom de línguas por parte dos hereges montanistas no século III tenha provocado o desinteresse dos fiéis ortodoxos portal carisma nos tempos subseqüentes. Santo Agostinho (+430) escrevia: "Quem poderia pensar hoje que a imposição das mãos provoque o dom das línguas?" (De Baptismo III, 16,21).

Nos tempos posteriores, parece que alguns místicos tiveram o dom da ebrietas spiritualis, embriagues espiritual, estado de alma em que a consolação dada por Deus se apodera do fiel com tal veemência que ele se torna incapaz de exprimir sua experiência em linguagem convencio¬nal e se expande com palavras estranhas e desarticuladas. Tal estado dito "de embriaguês" corresponderia ao que os Apóstolos experimentaram no dia de Pentecostes, merecendo, por isto, ser tidos como óbrios (cf. At 2,13-15).

Em sua autobiografia S. Teresa de Ávila (+ 1582) refere algo que poderia ser assemelhado ao estado de embriagues espiritual ou à glossolália:

"Pronunciam-se então muitas palavras para o louvor de Deus, mas sem ordem, a menos que Deus queira a colocar ordem; a mente humana por Si não é capaz de fazê-lo. A alma desejaria proclamar bem alto a glória de Deus. Ela fica fora de Si mesma no mais suave delírio... Ela quisera sei; por inteiro, línguas para louvar a Senhor" (Vida, cap. 16, 3-4).

Visto que tal fenômeno é de ordem muito íntima, reservado à experiência pessoal dos místicos, não nos é possível avaliar a freqüência com que tenha ocorrido no passado.

Nos últimos séculos registraram-se certas "explosões" de glossolália em grupos numericamente restritos. Tais foram os grupos huguenotes (protestantes franceses) dos Pequenos Profetas das Cevenas ou Camisardos (1658-1710), os jansenistas de Paris (1731) e os discípulos de Edward Irving na Inglaterra (1830-1900). Tais casos podem ser tidos como efusões de ânimo entusiástico, sem que existisse algum dom es¬pecial do Espirito Santo; houve na história da mística, muitos fenômenos semelhantes aos do êxtase e da linguagem desarticulada provocados por convicções naturais, sem particular intervenção de dons transcendentais.

O século XX, porém, registra o surto de movimentos pentecostais tanto entre os católicos como entre os protestantes. Entre estes últimos instaurou-se a crença de que todo adulto cristão, após a sua conversão e o seu Batismo, deve preparar-se para receber o Batismo no Espirito San¬to ou uma nova efusão do Espirito, que o habilitará a dar testemunho em línguas estranhas, como faziam os Apóstolos no dia de Pentecostes (cf. At 2,4); tal dom, dizem, em muitos casos é permanente e vem a ser ex¬presso tanto na oração particular como no culto público. O Movimento Pentecostal, iniciado no começo do século XX, tornou-se especialmente vivo e atuante a partir de 1956, aproximadamente1 entre os protestantes, e 1967 entre os católicos. Nem todos os grupos católicos de oração che¬gam a dizer que o Batismo no Espírito Santo é sinal indispensável de conversão, mas todos estimam o dom das línguas; muitos pedem tal ca¬risma como sinal normal de que o Espirito Santo entrou na vida do fiel com novo vigor.

Os numerosos casos contemporâneos de glossolália estão sujei¬tos à análise de teólogos e psicólogos. Pode-se indagar, com fundamen¬to, se em todos esses casos se trata realmente de inspiração divina. Sem querer negar a intervenção do Espirito Santo em muitas de tais ocasiões, pode-se admitir que outras manifestações se devam ao entusiasmo pes¬soal e à sugestão exercida pelo ambiente sobre o orante. São Paulo mesmo lembra aos Coríntios que alguém pode falar em línguas "como um bronze que soa ou como um címbalo que tine" (cf. 1Cor 13,1).

Em nossos dias não costuma haver intérprete para o dom das lín¬guas, de modo que a comunidade não se pode beneficiar dessa linguagem estranha. Há quem explique que mesmo em tais casos o dom tem sua razão de ser: é uma efusão entusiástica do ânimo do orante, que assim louva a Deus. Tal explicação pode ser aceita; São Paulo observava que, em tais circunstâncias, o orante deveria rezar a sós, em casa. Hoje em dia a glossolália toma nova modalidade: quando autêntica, é exercida em público, por efeito de poderosa intuição do orante, sem que a comunidade seja enriquecida pelo carisma.

REVISTA “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”  D. Estevão Bettencourt, osb.

COMENTÁRIOS DO PORTAL CARISMÁTICO:

Ótima formação, apresenta de maneira clara o dom de línguas  na história da igreja, se embasando na patrística e nos santos da igreja, porém deixa a desejar por não mencionar e confundir as três modalidades do "dom das línguas".

 >> Como acontece a palavra de profecia?

"Mas quem profetiza fala aos homens: ele edifica, exorta, encoraja. Quem fala em línguas edifica a si mesmo, mas quem profetiza edifica a assembléia. Desejo que todos vós faleis em línguas, mas prefiro que profetizeis" (1Cor 14,3-5a).

No dom de línguas, estamos falando a Deus, não aos homens. Mas os homens precisam que a mensagem lhes seja anunciada. Daí a importância do que S. Paulo diz no trecho acima.

Quando Deus nos dá uma palavra de profecia, a assembléia inteira é edificada.

Às vezes, temos uma noção errada a respeito da profecia. Pensamos que se trata de adivinhar o futuro. Nada disso: profeta é aquele que fala em nome de Deus, ou melhor, é um instrumento que Deus precisa.

Profecia, ou palavra de profecia, é justamente a palavra que Deus expressa por intermédio de alguém. Nada a ver com adivinhar o futuro.

Quando estamos em cima de oração, nasce em nós, em nosso coração, em nossa mente, uma palavra:

"Confiai em mim, porque eu sou o vosso Senhor. Ponde vossa confiança unicamente em mim, porque estais cercados por muitos falsos profetas, por muitas insinuações do mal. Ponde vossa confiança em mim!

Eu sou o vosso Senhor, conduzo vossas vidas, vosso presente, vosso futuro. Confiai em mim, ponde vossa total confiança em mim. Eu sou vosso Senhor, deixai-me conduzir vossas vidas, deixa-me ser vosso Senhor".

A palavra de profecia vem dessa maneira, em primeira pessoa. Na verdade, não sou eu que estou falando. É Deus mesmo falando à assembléia.

A palavra de profecia não é empréstimo de uma frase da Bíblia. Não é repetir o que nos vem na cabeça. Quando estamos num ambiente de oração, oramos, cantamos em línguas; podem vir à nossa mente palavras da Bíblia, o que é ótimo, podem vir até palavras na primeira pessoa, como: Eu sou a Luz do mundo! Eu sou o Bom Pastor! Ótimo. Deixe palavras como estas brotarem em você, acolha-as; é Deus quem inspira. Mas profetizar não é repetir frases bíblicas.

Quando a palavra é de profecia, ela vem e é insistente. No início, quando não estamos acostumados, começamos a ter palpitações, sentimo-nos sufocados! A palavra de profecia é uma ordem imperiosa, ela quer se apresentar. Depois, quando já estivermos acostumados, não há mais palpitação, nos tornaremos mais dóceis e percebemos quando é palavra de profecia!

Na palavra de profecia, o próprio Deus nos fala, às vezes consolando, às vezes exortando, noutras repreendendo. E é interessante notar que o efeito da palavra de profecia sobre a assembléia é muito positivo. a palavra de profecia muda o ambiente do grupo de oração. O efeito da palavra de profecia faz diferença dentro de nós. Quando há palavras que não são de profecia, o ambiente fica pesado, monótono, o que prejudica a oração.

Com a palavra de profecia não é assim: nós a recebemos e sentimos "aquela sensação gostosa". Mesmo quando é severa, percebemos que vem de Deus, e isso eleva o grupo todo, eleva a oração. Há mais unção, mais força, mais espontaneidade.

Duas ou três palavras de profecia em um grupo de oração se transforma!

Precisamos abrirmos ao dom de profecia! Precisamos cultivar o dom de profecia.





O ciclo carismático

O ciclo carismático se dá com o uso de três elementos: louvor, oração e profecia. Quando aramos ao Senhor e dirigimos a Ele todo o nosso louvor, Deus nos responde com as palavras proféticas, usando as mentes e vontades livres, que se rendem a Ele para que a comunidade seja edificada, exortada e consolada.

Este dom é muito edificante para aquele que o usa, pois se sente mensageiro de uma palavra que provém do coração do Pai celestial, transmitindo sua vontade, amor e misericórdia a Seus filhos. Geralmente a profecia começa com uma simples palavra inspirada na mente do profeta e esta vai se completando ao ponto de ser transmitida. Apesar de não ser um hábito comum, é importante a pratica deste carisma, pois assim ajuda no conhecimento da voz do Senhor ao ponto de não mais confundi-la com pensamentos surgidos na própria mente.

É importante que a comunidade guarde, por escrito, as profecias; isso ajudará a confirmá-las quando se tornarem realidade no grupo.




Dom da Palavra de Sabedoria



"A um é concedido por meio do Espírito, a linguagem da sabedoria" (1Cor 12,8)

A palavra de sabedoria é a manifestação sobrenatural da sabedoria de Deus. Não se trata do resultado de qualquer esforço humano em se conhecer a sabedoria divina (1Co 2.4,6), nem tão pouco de nosso crescimento espiritual. É um dom de Deus. É  senão a aplicação prática e o reto uso do dom de ciência. O dom da ciência apresenta-nos um panorama da situação e com o dom da sabedoria o Senhor nos revela qual deve ser o nosso comportamento em cada situação.

O dom da ciência é mera informação sobrenatural; o dom da sabedoria incentiva o desenvolvimento prático que se deve seguir. Com o dom da ciência o Espírito Santo nos faz ver, com o dom da sabedoria ele nos leva a agir.

É dom de Deus, não se trata portanto da sabedoria humana, fruto da inteligência e da experiência. É manifestação do Espírito; por isso não é habilidade humana nem sagacidade, esperteza ou diplomacia.

Notemos que existe também uma diferença entre o dom da linguagem da sabedoria e o dom comum da sabedoria. Este último é o dom que nos faz encarar e apreciar a deus da maneira mais objetiva possível, ou em outras palavras: faz despertarem nós o gosto pelas coisas de Deus. A linguagem da sabedoria por sua vez, é um dom de Espírito que nos mostra o modo de agir para mantermos em dia o plano de Deus, conhecido mediante o dom da ciência.

É o dom que nos faz dar respostas acertadas em caso de sermos levados aos tribunais. Em tais situações não devemos preocupar-nos com o que haveremos de dizer porque o Espírito falará por nós (Mt 10,19). É este o dom que devemos usar quando temos decisões difíceis para tomar e problemas árduos para resolver. O rei Salomão foi agraciado com esse dom quando teve de julgar qual das mulheres era a mãe da criança. É o dom negado aos soberbos e reservado aos humildes: "louvo-te e agradeço-te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos simples" (Lc 10,21). "Arruinarei a sabedoria dos sábios, e frustrareis a inteligência dos inteligentes (1Cor 1,19). Os soberbos chefes do Sinédrio "não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que Estevão falava"(At 6,8)

Os que receberam este dom não significa que são mais sábios que os outros. Jesus prometeu aos seus discípulos: “boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem” (Lc 21.15). Esse dom vai além da sabedoria e preparo humano. Mas é preciso salientar que a sabedoria se divide em três tipos:

a) Sabedoria humana – Lc 14.28-33; 1Co 2.6

b) Sabedoria satânica – Tg 3.14-16

c) Sabedoria Divina – Tg 3.17; 1Co 2.7

Dom da Palavra de Ciência



"A um é concedida por meio do Espírito, a linguagem da ciência" (1Co 12.8).

O dom da palavra de ciência é a capacidade sobrenatural que propicia uma visão além da esfera material. É a penetração na ciência de Deus (Ef 3.3). Mesmo que muitos confundam a sabedoria e o conhecimento (ciência), há uma diferença entre as duas: sabedoria – é o conhecimento em ação; ciência – é o conhecimento em si. Mas de acordo com a Bíblia a sabedoria e a ciência devem andar juntas (Ef 1.17-19). Também se difere do dom da profecia, pois este é uma mensagem expressa em palavras na língua vernáculo ou em línguas desconhecidas, já  a linguagem da ciência tem como característica também uma mensagem, porém interior, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento à respeito de pessoas, de circunstâncias ou de verdades bíblicas. Não se identifica também com o dom do discernimento dos espíritos, visto que este se endereça a sujeitos determinados, ou seja, aos espíritos, ao passo que a palavra de ciência toma qualquer direção.

Este carisma não diz respeito a bagagem cultural que adquirimos através do estudo e onde aplicamos a nossa inteligência e a nossa vontade. Não se trata também do conhecimento de Deus e das realidades divinas, adquirido mediante o estudo da filosofia e da teologia. Este dom não se adquire através de especulações intelectuais. O que, porém, é verdadeiro, é que ele alcança a inteligência, graças à revelação por parte do Espírito Santo. São Paulo chama-o "linguagem" ou "palavra da ciência". Em grego encontramos o vocábulo "logos", que não significa necessariamente emissão de som ou fenômeno vocal mas, antes, pensamento. Por linguagem da ciência entendemos, portanto, um conhecimento intelectual, mas não necessariamente expresso por palavras. No nosso caso, este conhecimento alcançou a nossa mente, não através das vias normais do raciocínio ou da percepção, mas mediante uma revelação. Podemos, pois definir o dom da linguagem da ciência como uma revelação sobrenatural relativa a situações, fatos, eventos passados, presentes, ou futuros, não conhecidos por meios humanos. Podemos considerar este dom como um fragmento da onisciência de Deus, revelado à nossa inteligência e concernente a um fato determinado.

Poderíamos, ainda, chamá-lo de diagnóstico que Deus faz de um fato, de um problema, de um estado de espírito, de uma situação e cujo resultado é comunicado à nossa mente. Esse dom torna-nos capazes de compreender o profundo significado sa Sagrada Escritura, através de uma iluminação sobrenatural sobre os pensamentos de Deus, contidos nas palavras inspiradas. Esse dom faz com que a nossa inteligência penetre nas verdades divinas sem que empreguemos o esforço do raciocínio.

Podemos identificar esse dom, quando ao profeta Natan foi revelado o pecado de Davi com Bersabéia e ao profeta Eliseu foi mostrado, através de uma visão, o lugar onde se encontravam os inimigos, podendo assim salvar o povo de Deus. Ananias também teve uma visão que lhe adiantou a conversão de Saulo.

Também Jesus exerceu esse dom. Revelou os pecados do paralítico e a vida passada da mulher samaritana. Viu Natanael debaixo da figueira, a traição de Judas, a negação de Pedro e a fuga dos apóstolos na hora da paixão.

Hoje, este dom está reaparecendo nos grupos carismáticos. Podemos ter o testemunho pessoal ao ver curas serem reveladas, ou mesmo acontecimentos passados, presentes ou futuros.







Dom da Fé



"Esta é uma arma que vence o mundo: a nossa fé" (1Jo 5,4)

O terceiro carismas das obras é a fé. Dom que o Espírito Santo colocou à nossa disposição para que possamos usufruir da própria onipotência de Deus. A fé é a nossa "energia atômica", capaz de aniquilar todas as forças infernais, é ela que nos desperta para acreditarmos convictamente em algo que não se vê, geralmente, de maneira natural.

Hoje, infelizmente o naturalismo e o ceticismo estão ganhando muito terreno. Hoje, submersos no materialismo e orgulhosos pela própria auto-suficiência os homens creêm que já não mais precisam crer. Creêm somente em si mesmos, nas próprias capacidades, nos seus talentos, no dinheiro, nos seus próprios planos.

Não confiam nos chefes políticos e consequentemente nos chefes religiosos, e ainda nos amigos e parentes, e lógicamente menos ainda nas coisas sobrenaturais.

Verdade é que na alma do povo ainda há um resíduo de fé, mas trata-se de uma fé tradicional, vaga, confusa, subjetiva e superficial. Não conhece o verdadeiro sentido dos dogmas e da doutrina católica.

A fé um dom de Deus; um raio de luz que parte de Deus para a alma humana, que para vingar deve encontrar um terreno adequado, deve ser aceita de coração e espírito aberto, pois o Espírito Santo não invade corações trancados. "A fé vem de pregação e a pregação é feita por mandato de Cristo" (Rm 10,17).

A crise de fé se verifica no povo cristão e até mesmo entre os seus líderes e pastores. Todas as crises morais, têm sua origem na crise da fé. O movimento de renovação carismática pretende ser, principalmente, um movimento de renovação da fé, encarando-a como virtude e como carisma.

A fé como virtude

Fé como virtude significa aderir às verdades reveladas por Deus, não pela credibilidade intrínseca dessas verdades, mas pela confiança que depositamos naquele qu no-las fez conhecer.

Nos grupos carismáticos vive-se da fé. Após o "batismo no Espírito", os artigos do Credo tornam-se misteriosa e surpreendentemente claros, evidentes e sublimes. Os próprios mistérios já não são comparáveis a muros resistentes contra os quais seria inútil bater a cabeça, mas são como oceanos de luz nos quais se anseia imergir com toda alegria.

Cristo torna-se, pela fé, o centro de sua vida, a alegria transbordante de cada respiro e o objeto predileto dos seus incessantes louvores.

Em tempos  que se caracterizam pela revolta e pelo individualismo insubordinado, os carismáticos reafirmaram sua fé na igreja e a submissão incondicional aos seus legítimos representantes. Os carismáticos quase que instintivamente, encaram todos os acontecimentos, grandes e pequenos, alegres e tristes, à luz de Deus, procurando julgá-los sempre sobre o prisma da fé. seja qual for a circunstância, alegre ou dolorosa, as pessoas carismáticas só têm um comentário a fazer e uma só exclamação a proferir: "Deus seja louvado".

A virtude da fé encerra ainda um outro aspecto que deve ser relevado. A fé não é só adesão às promessas de Cristo. Em outros palavras, fé significa entrega total a Deus e à sua providência. Deus, ao criar-nos preparou um plano relativo a cada um de nós. Como seres conscientes precisamos descobrir o plano, aceitá-lo e colaborar com todas as nossas forças para que ele seja levado a bom termo.

"O justo vive da fé", diz o Apóstolo (Rm 1,17). O que vale dizer que a fé é o termômetro da nossa santidade.

Aquele que tem fé é uma pessoa que vive confiante na providência divina, não se deixa abater pelas dificuldades em meio as necessidades, pois sabe que o Pai que está no céus tudo providenciará e este como o Apóstolo poderá dizer: "sei em quem depositei minha confiança" (2Tm 1,12). E mesmo que tudo se manifeste contrário ao nosso ato de fé, continuamos a crer, sem indagar-nos como, por quais caminhos e meios o Senhor virá ao nosso encontro.

A fé como carisma

A virtude da fé, comum a todos os cristãos, difere do dom da fé, mencionado por Paulo: "a outro é dado o dom da fé" (1Cor 12,9). Este é realmente um dom sobrenatural do Espírito Santo, conferido em circunstancias especiais para dar cumprimento às obras de Deus. É Deus mesmo que, em determinada circunstâncias, faz com que a pessoa aja da maneira que ele quer. Há determinadas situações em que certas pessoas são revestidas de um poder sobrenatural, tornando-as capazes de ver claramente que Deus revelará o seu poder e sua bondade através de um sinal extraordinário. Em outras palavras o homem de fé percebe em si mesmo e com absoluta certeza, que o Senhor deseja realizar um milagre por meio dele. Ora essa revelação interna leva-o a agir com firmeza e a reagir contra as circunstâncias contrárias, como se ele estivesse vendo agora o que ainda irá acontecer depois.

O homem de fé não crê simplesmente que Deus pode fazer tal prodígio, mas que o fará de fato ou, antes, que ele já o fez. Essa foi, aliás, a atitude de profeta Elias ao fazer descer o fogo sobre o Monte Carmelo. Essa foi também a atitude de Pedro que, sem titubeios, disse ao coxo que se encontrava à porta do templo: "Em nome de Jesus nazareno, levanta-te e anda" (At 3,6). Noutra ocasião, o próprio Pedro ressuscitou o corpo de Tabita dizendo simplesmente: "levanta-te" (At 9,36). Paulo também agiu da mesma maneira quando, colocando-se sobre o corpo de Êutico, o abraçou e gritou para a multidão: "Não vos perturbeis, que ele está vivo".

Concluindo, podemos dizer que o dom da fé é um carisma relacionado com os de mais. O dom da fé serve de preparação para usar ou outros, principalmente o dom das curas e o dom dos milagres. Como os demais dons do Espírito, trata-se de um carisma concedido gratuitamente, embora nada nos impeça de pedi-lo, principalmente se a glória de Deus e o bem do corpo místico o exigirem.

fonte: adaptado e revisado pelo Portal Carismático do Livro O Despertas dos Carisma de Serafino Falvo

Oficina do Dom da Fé

Após um breve ensino,conduza o grupo a louvar e pedir ao Espírito Santo que se manisfeste através de curas físicas ,espirituais,emocionais. Oriente as pessoas a orarem pela pessoa que está a sua direita e depois a sua esquerda abrindo-se as palavras de ciência ,sabedoria e de profecia ,pedindo a Deus a cura para as pessoas . Faça com que toda assémbleia ou grupo orem juntos pedindo a Deus a cura das pessoas enfermas ali presentes. Em seguida ,manifestem palavra de ciência e de profecia, ou que Deus quiser fazer.

Peça que levante o braça quem se sentir tocado por Deus e quem se senti melhor fisicamente espiritualmente, emocionalmente. Em seguida peça as pessoas que orem a Deus pedindo um milagre e que escrevam num papel que guardarão na Bíblia .Orem todos juntos pelos milagres que as pessoas pediram ao Senhor que aconteçam de acordo com sua vontade e pala intercessão da Santíssima Virgem Maria Finalize a oração com um grande louvor a Deus por tudo aquilo que ele realizou e realizará.




DOM DE CURAR


A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum…

a outro a graça de curar as doenças no mesmo Espírito,

a outro o dom de milagres.” (ICor 12, 9).

É necessário que eu anuncie a BOA NOVA do reino de Deus também às outras cidades: pois essa é a minha missão”. (Lc 4,43). Jesus com esta palavra está afirmando que a missão dele é evangelizar, de levar a Boa Nova aos povos. Na Carta aos Tessalonicenses, São Paulo afirma que os primeiros cristãos foram imitadores do Senhor porque haviam acolhido a palavra de Deus. Eles aprenderam da palavra, e por aquele aprendizado, a palavra foi pregada com poder e convicção, com fé, no poder do Espírito Santo. Eles se tornaram imitadores de Jesus e foi exemplo para outras comunidades vizinhas. Se nós desejarmos essa caminhada de renovação espiritual, para sermos imitadores de Jesus em todos os sentidos, precisamos acolher, pregar com convicção e fé…

E nós não fazemos muitas coisas porque limitamos, impedimos que o Espírito Santo possa agir através de nós. Dentre os dons que São Paulo fala em I Cor 12,1ss, está o dom de curar. E o Espírito Santo dá os seus dons a quem Ele quer. E temos observado que todas as pessoas, ou a maioria, que receberam a efusão do Espírito Santo, das que são batizadas no Espírito Santo, têm em potencial o dom de curar. Se não exercem, se não oram com os doentes é porque têm medo. E o medo extingue o Espírito Santo em nós.

Todos nós estamos cheios do Espírito Santo. Se cultivarmos isto, podemos sem medo algum, orar pelos nossos filhos, pelos nossos doentes. Comecemos com oração mais simples, orar pelas doenças mais simples. Embora Jesus tenha afirmado que a missão dele é a de levar a Boa Notícia aos pobres, Ele afirma que o ministério de cura, de milagres, de libertação, faz parte da sua missão como Messias, como enviado do Pai.

Ide anunciar a João Batista o que tendes visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho”. (Lc 7,22). E vocês tirem a conclusão se Eu sou o Messias pelas coisas que Eu faço… Jesus curava e libertava a todos. Jesus primeiro anunciava o Evangelho, a Boa Notícia e dizia: “O Reino de Deus está próximo… convertei-vos…”

Dentro de um ministério, aqueles que receberam o dom de cura, que receberam do Espírito Santo a graça de orar com os doentes e eles ficarem curados, a primeira coisa que têm de fazer é perguntar à pessoa que vai receber oração: “Você conhece Jesus? Quem é Jesus Para você? O mais importante para as pessoas é conhecerem Jesus, porque só Jesus salva da morte eterna. Jesus vai comunicar à pessoa a própria vida, vai dar a ela a vida eterna. E qual é a Boa Nova? Jesus está vivo. Ele está no meio de nós. Esta sim é a Boa Nova. E nós não podemos em hipótese alguma descuidar desta evangelização. E se nós assim o fizermos, estaremos exercendo um ministério imitando a Jesus.

Situações Delicadas com Relação ao Dom de Curar: Quando nós vamos orar com as pessoas, é preciso notar se as pessoas, a família, todos que cercam o doente têm fé suficiente. No Evangelho de São Marcos consta que trouxeram um cego a Jesus para ser curado: “Trouxeram-lhe um cego e suplicaram-lhe que o tocasse. Jesus tomou o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia… impondo-lhe as mãos perguntou-lhe: “Vês alguma coisa?” Vejo os homens como árvores que andam”. Jesus impôs as mãos nos olhos e ele começou a ver e ficou curado. e Jesus mandou-o para casa…” (Mc 8,22ss). Suplicaram a Jesus a cura do cego. O que Jesus fez? Tomou o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia… tirou-o do meio das pessoas. Ele não orou com o cego perto daquelas pessoas. Ele levou para fora e lá, nós vamos notar que foram precisas duas orações de Jesus para curar o cego. Primeiro Jesus fez uma cura interior no seu coração. O cego também não tinha fé. Alguma coisa interior impedia que recebesse de imediato essa cura. E depois voltou a impor as mãos nos olhos e ele viu perfeitamente e ficou curado.

Terminado este milagre, Jesus disse para ele: “Vai para a casa e não voltes mais na aldeia”. Por que Jesus teve este cuidado? Porque ele sabia que aquele ambiente aonde ele iria era um ambiente sem fé e a enfermidade podia voltar e ele ficar cego novamente. Aqueles homens não iriam acreditar que Jesus tinha realizado aquele milagre. Jesus deixou de fazer milagre em sua terra por causa da desconfiança deles: “Jesus não pôde fazer… na sua pátria… milagre algum… admirava-se Ele da desconfiança deles…” (Mc 6,1ss).

Não só a falta de fé, mas o rancor, o ódio, a falta de perdão, o ressentimento, impedem a cura. Muitas vezes nós oramos para Jesus curar uma doença e a pessoa é curada de outra enfermidade. Porque Jesus faz do jeito que Ele quer. Quem cura é Jesus. Ele é quem tem o poder de curar. Em qualquer lugar e em qualquer situação. Jesus está aí para poder curar. A oração deve ser objetiva, uma oração de fé. “ Jesus cura esta criança, ela está doente, só o Senhor pode fazer isto, mais ninguém, muito obrigado Jesus…” Não precisa de palavras filosóficas, palavras bonitas, não é palavreado que Jesus quer, Jesus quer sinceridade de coração… e o desejo que a criatura seja curada, seja lá quem for. Jesus cura! Ele está em todos os lugares. O que precisa é que acreditemos que Ele está vivo.

Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirdes sobre a Terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou EU no meio deles”. (Mt 18,19-20).

Existem outros métodos para orar que o Pe. Francis McNutt ensina no livro “O poder de curar”. São orações de saturação para as doenças graves, como câncer.

Como é feita a oração de saturação: Um grupo de pessoas está orando com a doente desesperançada, este grupo ora durante 15 a 20 min. por semana, louvando, orando, agradecendo a Deus, escutando, lendo a palavra e uma pessoa do grupo fica orando com o doente, impondo as mãos, orando em línguas, pedindo a Jesus para curar. Quando esta pessoa cansar troca com outra, e assim vai saturando até Jesus realizar a cura. Assim acontecem verdadeiros milagres

Como podemos obter o DOM DE CURAR? – Pedindo! Nós podemos pedir se desejarmos. São Paulo nos Fala: “Assim, uma vez que ASPIRAIS aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja”. (ICor 14,12). Se você deseja servir, não para sua vaidade, mas para amar a comunidade em primeiro lugar, o primeiro dom do Espírito é o Amor. São Paulo chega a dizer: “O que adianta você dar seu corpo para ser queimado, se não tiver amor de nada vale… não adianta você ter fé para remover montanhas, mas se você não tiver amor, de nada adianta…” A primeira condição para você ter um dom do Espírito Santo, é o amor, o amor serviço. São para servir a comunidade os dons espirituais, não para o seu próprio benefício. Nenhum dom te trará benefício pessoal. É preciso amar antes de orar pelas pessoas. Você recebe um dom, você não vai ter mais tempo para você, o tempo será do Senhor. É preciso, no exercício dos dons ter discernimento. Se você deve ou não orar para determinada pessoa. Você deve orar com aqueles que o Senhor mandar para você. Aqueles que ele quer curar ou quer orar com aqueles que o Senhor mandar para você. Aqueles que ele quer curar ou quer salvar. Muitas vezes não cura a enfermidade, mas salva aquela alma. A palavra, o anúncio da Boa Nova, que você deu à pessoa que te procurou vai salvá-la. O importante não é a cura da enfermidade. O importante é a salvação daquela alma.

Precisamos do dom de discernimento dos espíritos, do dom de sabedoria, para poder discernir qual é a vontade de Deus. Que todos nós, filhos com pais, pais com filhos oremos uns pelos outros.

Quando as mães me procuram para orar com seus filhos, eu pergunto se elas já oraram com eles.

Sempre questiono: Você já impôs as mãos pedindo para Jesus curá-lo? Se não, por quê? Você é mãe, você ama seu filho mais que todos. Você tem o remédio principal para curar seu filho que é o amor. E você não é capaz de impor as mãos e pedir a Jesus para curá-lo? E acreditar que Jesus é capaz de fazer isto por seu intermédio. Ele vai usar você como canal de sua graça!

UNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO: Nós, para exercermos os dons, precisamos da unção do Espírito Santo. E o que é a unção? É a presença do Espírito Santo, nos garantindo a realização daquela oração pelo poder dele. Se for o dom de profecia, profetize com unção, se é de palavra de ciência – palavra de ciência. O Espírito Santo se manifesta em determinadas situações para que os dons se realizem através de nós e realize aquilo que ele quer. O único dom que não precisa desta unção temporária do Espírito Santo é o dom de orar em línguas. É o único. Os demais dons só serão exercidos, quando o Senhor quer. Por isso que precisamos dos dons de sabedoria e discernimento para saber se o Senhor quer que oremos naquela hora com aquela pessoa… Antes do exercício do dom é necessário pedir a unção do Espírito Santo. Como eu sei que o Espírito Santo está me Ungindo? Vocês já experimentaram esta unção, vocês já sentiram esta unção, vocês já sentiram esta presença do Espírito Santo em vocês, só que vocês não sabiam o que era. Vocês nos grupos de oração, quando o grupo está louvando a Deus e num momento de silêncio, vêm um bater forte em seu coração, vem uma profecia e um desejo de falar, mas você não tem coragem. Este bater forte de seu coração, um calor, um esquentamento nas mãos ou dormência no braço…

São sintomas, sinais da Unção do Espírito Santo. Quando estamos caminhando na fé, quando não estamos firmes ainda na fé, esta unção, estes sinais são necessários. Quando a pessoa cresce na fé, tem mais discernimento, tem sabedoria, ela não precisa mais destes sinais para crer, Ela vai ter sabedoria para saber a hora que deve falar, orar ou agir, porque o próprio Espírito Santo testifica isto no coração dela… Sem a presença do Espírito Santo não louvamos, não exercemos os seus dons. Muitas vezes você não fala é por medo. E o medo extingue o Espírito Santo…

CONDIÇÕES PARA EXERCER O DOM DE CURAR: A primeira condição é amar, a segunda é pedir a unção do Espírito Santo, a terceira é orar com fé. Orar com as pessoas e pedir Jesus dizendo: Senhor Jesus cura meu irmão, minha irmã, por favor, Jesus, muito obrigado…

CONDIÇÕES PARA PEDIR O DOM DE CURAR: Pedir ao Espírito Santo, com fé e convicção, com simplicidade, com um coração de criança e acolher o dom com alegria e amor. Aguardar o dom, orando em línguas, louvando e glorificando a Deus. Ele sabe o que nós precisamos e antes de abrirmos a boca nos atenderá. Fazer tudo em clima de oração, de entrega, de abertura e se cremos, veremos a glória de Deus. Pedir ainda ao E. S., a Graça de perdoar e amar as pessoas, a graça de servir às pessoas, à comunidade, à Santa Igreja, com Seus dons e frutos recebidos.

ORAÇÃO: Deus Pai, em nome de Jesus Cristo, no poder do Teu Espírito Santo, nós Te pedimos: Dá-nos o dom de cura, dá-nos o dom de milagres, dá-nos dons em profusão, dá-nos Senhor, amor em abundância para amar e servir às pessoas, à comunidade, à Santa Igreja… Muito Obrigado Jesus. Amém Aleluia!!!

UNÇÃO: Pedir a unção para os dons recebidos, fazer uma entrega total a Deus, uma entrega pessoal e comunitária. Aguardar a unção, orando em línguas, louvando, agradecendo, glorificando a Deus… E durante a oração poderá ocorrer alguns sinais de confirmação da unção dos dons, como uma grande paz interior, uma grande alegria, um pulsar forte do coração, um tremor nos lábios, um calor pelo corpo…

EXERCITAR OS DONS: Após o ensino nos grupos, ou nos encontros, devem-se exercitar os

dons entre os participantes. Iniciar com as pessoas que sentirem os sinais de unção levando-as a orar com os demais. E, o Senhor Jesus, em sua misericórdia infinita, confirmará, com certeza, a oração de todos. Em Marcos 16,17 Jesus disse aos seus discípulos: “Imporão as mãos aos enfermos, e eles ficarão curados. Estes milagres acompanharão aos que crerem…”

Oficina do Dom da Cura

Após um breve ensino,conduza o grupo a louvar e pedir ao Espírito Santo que se manisfeste através de curas físicas ,espirituais,emocionais. Oriente as pessoas a orarem pela pessoa que está a sua direita e depois a sua esquerda abrindo-se as palavras de ciência ,sabedoria e de profecia ,pedindo a Deus a cura para as pessoas . Faça com que toda assémbleia ou grupo orem juntos pedindo a Deus a cura das pessoas enfermas ali presentes. Em seguida ,manifestem palavra de ciência e de profecia, ou que Deus quiser fazer.

Peça que levante o braça quem se sentir tocado por Deus e quem se senti melhor fisicamente espiritualmente, emocionalmente. Em seguida peça as pessoas que orem a Deus pedindo um milagre e que escrevam num papel que guardarão na Bíblia .Orem todos juntos pelos milagres que as pessoas pediram ao Senhor que aconteçam de acordo com sua vontade e pala intercessão da Santíssima Virgem Maria Finalize a oração com um grande louvor a Deus por tudo aquilo que ele realizou e realizará.

Dom de operar Milagres



 “Em verdade vos digo: se tiverdes fé como um grão de mostarda, podereis dizer a este monte: – muda-te daqui para ali, – e ele mudar-se-á. E nada vos será impossível” (Mt 17,20”

O dom dos milagres está intimamente relacionado com o dom das curas. Este se restringe aos problemas da saúda do homem, ao passo que o primeiro se estende também a eventos fora do homem e às leis da natureza. O dom dos milagres é também um dom do Espírito Santo. São Paulo também o inclui por ele mencionados, embora não o considere como o mais importante.

Hoje, será difícil encontrar alguém que creia na atualidade dos milagres, quase todos temos até medo dos milagres. Compreende-se que os não-crentes tenham medo dos milagres, pois esses são uma prova irrefutável da existência do sobrenatural. Eles são como uma luz que cega, um acontecimento revolucionário, uma força irresistível que obriga o homem a colocar-se de joelhos.

Não se compreende, todavia, que também os crentes tenham medo dos milagres. Teoricamente os crentes admitem os milagres, mas na prática, eles os julgam algo grande de mais para serem encarados pela mente humana, hoje tão evoluída. Em geral, não há dificuldade em aceitar os milagres do Evangelho ou da vida dos santos, mas quando se diz que aconteceu algum milagre nos nossos dias, até mesmo bons católicos sentem-se embaraçadas.

Testemunho:

Alguns anos atrás, em Nassau nas Bahamas, ouvi uma conferência de Mel Tari, jovem indonésio, sobre a atualidade dos milagres. Anteriormente eu já havia lido o seu livro: Like a mighty Wind e, por isso, foi grande o meu interesse e também a minha curiosidade em ouvir a conferência. Mel Tari narrou com simplicidade evangélica os milagres acontecidos na ilha  de Timor, no tempo em que ele e mais alguns companheiros pregavam o Evangelho de aldeia em aldeia. Contou o conferencista, com todos os detalhes, como eles conseguiram atravessar a pé enxuto rios caudalosos, como multiplicaram o pão, como converteram a água em vinho e como ressuscitaram uma pessoa, morta há dois dias. Quando perguntei qual havia sido o segredo de tais prodígios, Tari me disse: as promessas de Jesus. Vocês ocidentais acreditam que a Bíblia é a história que narra as grandezas de Deus. Nós que a recebemos há seis anos, acreditamos que ela não é a história, mas que ela manifesta ainda hoje as grandezas de Deus.

Os milagres são tão necessários hoje como outrora. Se ao nível da vida natural o milagre pode parecer um acontecimento excepcional, no plano da salvação, de ordem sobrenatural, ele se manifesta como elemento normal e essencial. Na verdade, toda a história da salvação está cheia de milagres: a libertação do povo hebreu do Egito, a viagem pelo deserto, a conquista da Palestina, são grandes eventos acompanhados de milagres.

A vida de Cristo é repleta de milagres. Com o milagre em Caná da Galiléia, “Jesus deu início aos seus milagres e manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele” (Jo 2,11).

As promessas de Jesus são simplesmente infalíveis. “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim fará também ele as obras que eu faço, antes, fará até maiores, porque eu vou para o Pai” (Jo 14,12). “Nada vos será impossível” (Mt 17,20). “Tudo é possível a quem crê” (Mc 9,23). “Tende fé em Deus. Em verdade vos digo: se alguém disser a esse monte: – sai e lança-te ao mar – e não duvidar no seu coração, mas crer que o que diz se cumprirá, ser-lhe-á concedido” (Mc 11,22-23). Jesus nos garantiu que tais promessas são irreversíveis: “passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Mt 24,35).

Os cristãos aceitam facilmente os “grandes milagres”, como os chama santo Agostinho: a criação do mundo, o milagre da vida, mas relutam em admitir os “milagres menores”, isto é, os acontecimentos que subvertem os leis da natureza, graças à intervenção divina que se vale de leis superiores por Deus mesmo, para o governo do mundo.

O movimento renovação carismática quer recordar aos que lêem o Evangelho todos os dias que as promessas de Jesus são muito mais do que simples palavras. Todo cristã pode ter o dom dos milagres, como também pode ser objeto de milagres. Todo cristão é capaz de mover montanhas, não necessariamente de terra e pedras, mas montanhas de obstáculos. Todo cristão é capaz de transformar situações que para a lógica humana podem até parecer impossíveis.

Todo batizado, participa do poder de Cristo e, logicamente, poderá também fazer as mesmas obras que Jesus fez. Todos os crentes podem ter o dom dos milagres e não apenas alguns privilegiados. O dom dos milagres é cada para cada indivíduo , mas especialmente para a comunidade. O Espírito Santo prefere dá-lo mais à comunidade do que a uma pessoa taumaturga.

fonte: adaptado e revisado pelo Portal Carismático do Livro O Despertas dos Carisma de Serafino Falvo




Oficina do Dom da Milagres

Após um breve ensino,conduza o grupo a louvar e pedir ao Espírito Santo que se manisfeste através de curas físicas ,espirituais,emocionais. Oriente as pessoas a orarem pela pessoa que está a sua direita e depois a sua esquerda abrindo-se as palavras de ciência ,sabedoria e de profecia ,pedindo a Deus a cura para as pessoas . Faça com que toda assémbleia ou grupo orem juntos pedindo a Deus a cura das pessoas enfermas ali presentes. Em seguida ,manifestem palavra de ciência e de profecia, ou que Deus quiser fazer.

Peça que levante o braça quem se sentir tocado por Deus e quem se senti melhor fisicamente espiritualmente, emocionalmente. Em seguida peça as pessoas que orem a Deus pedindo um milagre e que escrevam num papel que guardarão na Bíblia .Orem todos juntos pelos milagres que as pessoas pediram ao Senhor que aconteçam de acordo com sua vontade e pala intercessão da Santíssima Virgem Maria Finalize a oração com um grande louvor a Deus por tudo aquilo que ele realizou e realizará.




Dom da Profecia



Em suas cartas enviadas a Comunidade de Corinto, falando sobre os carismas, Paulo, de uma forma particular chama a atenção ao Carisma da Profecia dizendo: ”Aspirai [...] aos dons espirituais; mas, sobretudo, ao de profecia” (ICor 14,1). E explica a importância desse dom: ”Aquele que profetiza, fala aos homens para edificá-los, exortá-los e consolá-los” (v.3). Para o apóstolo, essas três qualidades desse carisma ajudam a perceber o quão importante e necessário é ele dentro da comunidade, pois, ele edifica os ouvintes, sejam eles fiéis ou infiéis.

Para melhor entender esse carisma, vamos abordar alguns tópicos importantes:

 

1. A Profecia como carisma

Podemos definir a profecia:

É o dom pelo qual Deus manifesta seus próprios pensamentos, de forma que tal mensagem possa ser dada por um indivíduo, por um grupo de indivíduos ou por uma comunidade.

A profecia é “uma graça carismática pela qual Deus usa certo homem (pessoa) como instrumento para uma mensagem divina, destinada ao indivíduo ou à coletividade. Mesmo sendo evidenciado na Bíblia, em muitas situações, a profecia não se refere, necessariamente, ao futuro”.

Por meio dele Deus usa alguém para falar o que pensa sobre alguma situação presente, ou qual é sua intenção para o futuro. O uso deste dom numa reunião de oração, serve para atrair a atenção dos presentes a Deus e aprofundar o seno de Sua presença. Assim, “o profeta transmite o pensamento de Deus para que se possa agir segundo esse pensamento. E essa transmissão vem de Deus e não da mente daquele que falar”.

A profecia é um dom do espírito, destinado a revelar o pensamento do Senhor, é o que o Senhor deseja dizer ao Seu povo, agora.

Apesar de ser um fato raro, a profecia não deve ser a proclamação de passagens bíblicas, mas quando isso ocorre, é porque Deus quer naquele momento relembrar a sua Igreja esta ou aquela mensagem ou mesmo uma verdade de fé, que esteja esquecida pelos presentes na assembléia. Pela nossa humanidade e por as vezes ter preconceito com aquele que passa a mensagem, não damos atenção a mensagem passada. Isto é um erro. No antigo Testamento Moisés nos dá um belo exemplo de como agir nestas situações ao receber um pedido de Josué para impedir Eldad e Medad de profetizar no acampamento, assim respondeu Moisés: “Prouvera a Deus que todo o povo do Senhor profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu Espírito” .(Nm 11-29)

Assim, a profecia é como que fruto do derramamento do Espírito Santo na Igreja de Jesus. Os que têm o Espírito de Cristo poderão ser aptos instrumentos do Senhor para transmitirem as mensagens proféticas às assembléias.

 

2. A Manifestação da Profecia

Geralmente, esse dom se manifesta na comunidade que ora e louva o Senhor, ouvindo a Sua palavra com o coração dócil e atento. Nos encontros de oração, o louvor inicial é fundamental para abertura do coração, pois o canto é um poderoso meio de atrair pessoas a Deus e preparar seus corações para a comunicação de Deus.

Após o louvor ora-se pela presença plena do Espírito Santo sobre todos. Ouve-se a palavra de Deus escolhida pelo grupo de oração preparou para o encontro e medita-se a palavra. A seguir, convida-se para o canto em línguas que se estenderá por alguns minutos, faz-se um breve silêncio para que se possa ouvir a mensagem divina em seu coração e para que esta seja proclamada.

O canto em línguas serve para deixar a mente limpa e aberta para a comunicação da mensagem divina. Estas mensagens não são frutos da mente, mas inspirações divinas e geralmente são proclamadas na primeira o segunda pessoa (do singular ou plural). Exemplo “Eu te amo, povo Meu...”; “Tu és meu rebanho escolhido...”; “Vós sois o povo de minha predileção”.

 4. Pode existir falsa profecia

Quando acontece o anúncio de uma falsa profecia, logo a comunidade percebe que se trata de algo que não tem fundamento, nem o respaldo das Escrituras ou dos documentos da Igreja. Nestas situações o uso do dom do discernimento é fundamental na averiguação da profecia.

A falsa profecia pode ser detectada pelos seus frutos: esta causa um mal-estar na comunidade, e a sensação de que o que se ouve nada tem de verdadeiro. Deus jamais inspirará uma profecia que contradiga o que Ele, anteriormente já inspirou (nas Escrituras e documentos da Igreja).

Existem também as não-profecias e as psudoprofecias. As não-profecias, por vezes, podem ser palavras ungidas, mas não são profecias. As pseudoprofecias acontecem quando, alguém na tentativa de utilizar o dom, cede ao impulso de falar, sem prévio discernimento. Os lideres percebendo o acontecimento das pseudoprofecias por mais de uma vez, devem corrigir a pessoa.

 

5. Confirmação da profecia

Uma profecia pode ser inspirada por Deus em mais de uma pessoa, quando a primeira profecia é proclamada, as outras pessoas, tendo-a recebido, de igual forma poderão, por sua vez, acrescentar: “Eu confirmo esta profecia”. Após a profecia ser proclamada, aconselha-se louvar ao Senhor e não aplaudir.

Muitas vezes, esperamos que outros tenham recebido e que alguém confirme por nós antes que nos pronunciemos. Se agirmos sempre assim, não teremos experiência com o carisma da profecia. Tal temor é até lógico, principalmente no começo do uso do carisma na assembléia. Um fator muito importante é a entrega para o uso do carisma, pois Deus nos usa na medida em que nos tornamos disponíveis.

 

6. A unção da Profecia

Segundo o Pe DeGrandis, a profecia é precedida pela unção, que se manifestam em sensações físicas, que com o tempo e prática do carisma tendem a desaparecer. A unção que precede a profecia é:

Chave de percepção para saber que o Senhor vai nos falar; é um senso da presença do Senhor e um impulso, um movimento no intimo do nosso espírito. Os sinais físicos podem ser descritos assim:

- um formigamento nos dedos; um calor pelo corpo todo e batimento acelerado do coração;
- sensação de paz ou senso de amor ao Senhor, com formigamento nas mãos.

É como se o Senhor falasse “Preste atenção, agora! Eu vou falar; ouça isto”! Não se deve lutar contra o que ouviu, nem mesmo analisar; deve-se falar.

Sabemos, contudo, que nenhuma dessas sensações, por si mesmo, prova a autenticidade de uma profecia. Tais sensações são acompanhadas pela ação do Espírito Santo. Evite-se confusão: não se fique apenas nas sensações, aguardando qualquer modificação física, para se pronunciar uma profecia.

 

7. Efeitos da profecia: edificação, consolação e exortação

Geralmente a profecia é dada dentro de um clima de oração, louvo, escuta da palavra e dom em línguas. Quando a comunidade orante se reúne, o exercício desse dom profético é mais facilmente praticado. No momento certo, pode-se pedir a profecia para alguém em particular ou para a necessidade da comunidade como um todo.

A profecia ela pode vir para confirmar o que já está sendo realizado na comunidade, encorajando a todos a continuar, pois é a vontade do Senhor. Ela pode vir para revelar uma missão para a comunidade, e até mesmo para confirmar nos corações o amor de Deus e de seu poder ou um sentimento profundo da presença de Deus na comunidade, ou na vida de da pessoa a qual foi pronunciada a profecia.

A profecia de edificação: esta fala da presença do Senhor junto ao Seu povo; presença que inunda a comunidade dom um senso especial de Deus. A comunidade percebe que o Senhor está com ela; o que lhe dá segurança na caminhada e a certeza de continuar perseverante no amor do Senhor;

Profecia de exortação: o Senhor convida a comunidade a se deixar guiar por Ele; convida ao cumprimento de Seus divinos mandamentos e deveres religiosos; lembra a importância de se manterem unidos uns aos outros e, todos, ao Senhor. Recorda, ainda, que Ele é o Pastor que conduz o Seu povo predileto, que é o seu Deus, Senhor e Redentor;

Profecia de consolação: o Senhor quer derramar Seu amor sobre Seu povo e curar-lhe as feridas; Ele é o Consolador do Seu povo, por excelência, e jamais o abandonará; nEle está a paz verdadeira, a plenitude dos anseios do coração humano. Nele podemos descansar o coração e a alma. Nele podemos confiar.

São Paulo nos diz: Todos podemos profetizar (ICor 14,31). Precisamos de profetas que nos animem na caminhada de fé, que nos exortem nos momentos difíceis, que nos instruam nas sendas do Senhor e de Seus mandamentos.

fonte: Os Carismas do Espírito Santo - Pe. Isac Isaías Valle

Oficina do Dom da Profecia

Após um breve ensino comece a oficina com grande louvor a Deus em seguida em seguida peça -lhes para orarem em línguas pedindo a Nosso Senhor uma profecia para sua vida pessoal. Oriente-os para que eles anotem essa profecia no caderno de oração pra sua vida pessoal. APÓS ESSE Momento em clima de oração agrupe as pessoas (três em cada grupo)

e diga-lhes para orarem ao Senhor pedindo uma profecia para o grupo .Finalmente fiquem todos juntos , e orem novamente em línguas e ao mesmo tempo em português suplicando a Deus uma profecia para todo grupo . Termine esse momento com um grande louvor a Deus.




Dom da Variedade das Línguas



Para que serve? Como Recebê-lo?

Existe muita confusão na mente das pessoas a respeito do dom das línguas. Muitos pensam que falar em línguas significa ter o dom de ensinar a palavra de Deus em linguagem humana não aprendida anteriormente, como aconteceu em Pentecostes (At 2). Outros tiram do contexto certos textos de São Paulo e afirmam que Paulo desencoraja o uso deste dom. Embora provavelmente bem intencionadas, estas pessoas se enganam, porque um estudo discernido da Escritura vai mostrar-nos que há três aspectos no dom de línguas: em alguns casos é um sinal (miraculoso), freqüentemente é uma mensagem normal de Deus à assembléia, e na maioria dos casos é um belo dom de oração. Além disso, longe de menosprezar o dom, Paulo o tinha em alta consideração por seus vários usos.

Uso público

A maioria dos conselhos de Paulo sobre as línguas, na 1a Carta aos Coríntios, fala sobre o uso disciplinado das línguas nas reuniões públicas dos discípulos para oração e partilha. Ao dar este conselho, Paulo estava indo ao encontro das necessidades da Igreja de Corinto e respondendo às perguntas que lhe faziam (1Cor 7,1;11,18;12,1). Longe de desencorajar o uso das línguas, Paulo estava encorajando a usá-las com propriedade, para beneficio comum. No contexto público, duas funções possíveis eram preenchidas por este carisma: mensagem e sinal. Quando o dom é usado para levar uma mensagem, o que é falado à assembléia em línguas, deve ser inteligível. Dai Paulo aconselhar sobre a necessidade do carisma de interpretação (1Cor 14,5 e 27). Interpretação não é tradução, pois quem interpreta não compreende os sons estranhos pronunciados. Mas o intérprete é inspirado pelo Espírito a partilhar na fé a intuição ou a idéia do que seja a mensagem; nisto, é semelhante à operação da profecia. Paulo encoraja aquele que fala em línguas a pedir para si mesmo o poder de interpretá-las (1Cor 14,13).

O dom pode, também, servir de sinal: os sons estranhos articulados são, às vezes, inteligíveis por si mesmos, miraculosamente, sem a necessidade de interpretação. Neste caso, a pessoa para quem, o sinal é dirigido (1Cor 14,22) poderá compreender os sinais, porque eles são verdadeiramente linguagem humana de seu conhecimento. Isto é o que parece ter aconteci­do no dia de Pentecostes e, talvez, na conversão de Cornélio (At 2,4-12; At 10,45-46; ver também Mc 16,47). Vemos também os exemplos atuais disto.

O uso na oração pessoal

 "Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito... (1Cor 14,2). Se eu oro em virtude do dom das línguas, o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto. (Outra tradução: minha mente não contribui em nada) (1Cor 14,14)”.

"Outrossim, o Espírito vem em auxílio de nossa fraqueza, porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis." (Rm 8,26).

As línguas são uma ajuda à oração, feita para aqueles que em várias ocasiões se sentem "enfraquecidos" e incapazes de orar bem da maneira comum. É uma oração que não se baseia em conceitos. Daí, poder ajudar uma pessoa a orar a qualquer hora, mesmo quando estiver distraída, cansada ou ocupada em trabalho mecânico. Dá descanso à atividade frenética da mente, um valor apreciado pelos mestres espirituais de todas as tradições.

Tem muita semelhança com a oração de Jesus e com a oração de silêncio que é descrita no livro "The Cloud of Unknowing" (A Nuvem do Desco­nhecimento). Embora não seja conceitualmente compreendida por quem a usa, Paulo nos afirma que Deus, a quem a oração é dirigida, a compreende (Rm 8,27).

Podemos ver quão pura é esta oração. Em outras formas de oração, usamos pensamentos e imagens como meios de chegar a Deus. Nesta oração, vamos além deles, deixamos que eles fiquem para trás, à medida que nós chegamos ao próprio Deus. É um ato de fé muito puro. Talvez, nesta oração, pela primeira vez nós realmente agimos em "pura" fé. Muitas vezes nossa fé está apoiada em conceitos e imagens da fé. Aqui vamos, além deles, ao objeto da fé, deixando todos os conceitos e imagens para trás.

Também podemos notar quão cristã é esta oração. Pois realmente morremos para nós mesmos, ao nosso ser mais superficial, ao nível dos pensa­mentos, imagens e sentimentos, para podermos viver para Cristo. “Morremos” para os nossos pensamentos e imaginações, não importa quão bonitos sejam ou quão úteis possam ser. Deixamos que fiquem todos para trás, pois queremos um contato imediato com o próprio Deus, e não um pensamento, uma imagem ou visão dele somente a experiência de fé em Deus.

O dom é para uso no louvor a Deus, quando uma pessoa fica sem palavras ou idéias, e na oração de intercessão. Quando não se sabe o que pedir ou para quem orar, o Espírito está pronto para interceder através de nossos sons articula­dos (Rm 8,26).

A experiência dos que estão na Renovação Carismática diz que esta oração é eficaz e frutífera.

O dom é também útil como um meio de entrar na oração de contemplação, como têm testemunhado monges beneditinos e Trapistas, e também para combater eficazmente na batalha espiritual (Ef 6,10-11 e 18). Paulo nos lembra que estamos todos engajados na batalha espiritual. Nossa ba­talha continua não é com realidades humanas, mas com forças sobre-humanas contra as quais somos incapazes por nós mesmos. Daí nossa necessidade de usar toda a armadura de Deus e nos apoiar totalmente em seus dons e em seu poder. Este poder atingimos pela fé.

A experiência de Paulo e a experiência atual dos que estão na Renovação Carismática nos dizem que usar o dom das línguas é um bom meio de lutar contra o inimigo efetivamente devastador, e de vencer suas tentações.

Não é para menos que tantas vezes sejamos tentados pelo mentiroso a minimizar este dom e a deixar de usá-lo.

Uma Oração de Fé

Pelo fato de construir a nossa fé, o dom das línguas é, muitas vezes, chamado de porta de entrada para os outros dons - "o carisma limiar".

Para receber e usar todos os carismas, como a profecia, a cura, a palavra de ciência, e os demais, a pessoa precisa ter uma fé ativa e expressa.

Receber - entregar-se - ao dom das línguas dá à pessoa a experiência do que isto significa. Desta forma é o limiar para os outros dons.

No entanto, entregar-se ao dom das línguas não é pré-requisito para receber os outros dons. "Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo... ora, desejo que todos faleis em línguas" (1Cor 14,4-5). Edificar significa construir, fazer firme e forte. Orar em línguas é um modo importante de construir nossa fé. Como exercitamos nossa fé, usando-a, seu uso freqüente torna-a mais forte. Quanto mais regularmente usamos o dom, rejeitando todas as tentações de dúvida e cansaço, mais nossa fé é edificada e construída. Por isso Paulo, cuja fé era tremenda, podia proclamar publicamente:

 "Graças a Deus que possuo o dom de línguas, superior a todos vós" (1Cor 14,18).

Naturalmente, orar em línguas é apenas uma das muitas formas de oração. Os que estão na Renovação Carismática também usam muito a oração litúrgica, a Eucaristia, o oficio divino e outras formas tradicionais de devoção pública e particular. Paulo encoraja isto também, dizendo:

"Orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento (1Cor 14,15)”.

A oração em línguas não pode ser julgada por si mesma. Porque vai além do pensamento, além da imagem, nada fica pelo qual ela possa ser julgada. Na oração ativa conceitual podemos fa­zer alguns julgamentos depois que oramos: "Tive umas sensações boas", ou "Tive muitas distrações". Mas tudo isto é irrelevante a esta oração. Portanto, nada fica pelo qual ela possa ser julgada.

Existe, porém, uma forma que permite ao que é bom nesta oração ser confirmado para nós. Nosso Senhor disse: "Podeis julgar a árvore por seus frutos". Se formos fiéis a esta forma de oração, tornando-a uma parte regular do nosso dia, rapidamente iremos discernir o amadurecimento dos frutos do Espírito em nossas vidas.

Experimentei isto em minha própria vida e vejo-o sempre na vida dos outros.

Como receber o Dom?

Este dom, em seus três aspectos, é um meio e uma oportunidade de nos entregarmos totalmente mesmo o nosso intelecto! - ao senhorio de Jesus. "Se alguém tiver sede, venha a mim e beba, quem crê em mim, como diz a Escritura:"Do seu interior manarão rios de água viva" (Jo 7,37-38).

Se queremos receber este dom, devemos:

1. ANSIAR PELO DOM

Reflita sobre as Escrituras e esteja convencido, na mente e no coração, de que este dom é de Deus, dado à Igreja hoje, e à disposição dos fiéis. Lembre-se das palavras de Paulo: "Aspirai igualmente aos dons espirituais... desejo que todos faleis em línguas... graças a Deus, que possuo o dom de línguas superior a todos vós... aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus... aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo... orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento... orai o tempo todo no Espírito" (1Cor 14,15; Ef 6,18).

2. VIR A JESUS E PEDIR O DOM DA ORAÇÃO.

Conte-lhe o desejo de seu coração. Peça com amor e fé.

3. ACEITAR O DOM DE JESUS NA FÉ E COMEÇAR A USÁ-LO.

Saiba que Deus ouviu sua oração. (Lc 11,13)

Fale deliberadamente em sons ininteligíveis enquanto sua atenção se concentra inteiramente em Deus.

Deve-se ter a intenção de que estes sons sejam para oração de louvor ou de intercessão. Inicialmente o dom pode ser muito rudimentar - as mesmas duas ou três silabas repetidas sempre. Mas o uso regular e persistente do dom - digamos uns quinze minutos todos os dias - levará em poucos dias a uma língua mais desenvolvida e satisfatória.

Nossa base para este método é a fé expectante tantas vezes ilustrada e encorajada na Escritura; por exemplo, em Jo 2,7-1 O; Lc 17,12-16; Mt 14,22-31. Aqui, as pessoas envolvidas tinham que dar o primeiro passo. Elas tinham que agir, sem levar em consideração o risco de que nada pudesse acontecer, e apoiando-se inteiramente na bondade de Deus e no desejo de agir. E porque acreditaram e agiram nesta fé, descobriram, para sua felicidade, que haviam real­mente sido abençoadas "Tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado" (Mc 11,24).

4. CONTINUAR A CRER E USAR ESTE DOM PARA ORAÇÃO.

Não há provas humanas possíveis para encorajar­nos a esta entrega ao dom. No entanto, seremos convencidos pela evidência que se seguirá ao seu uso constante. Por seus frutos em nossa vida, seremos capazes de julgar seu valor e sua autenticidade.

Revista Jesus Vive e é o Senhor

OFICINA DO DOM DE LÍNGUAS

Após um breve ensino,ore em línguas com todos aqueles que já oram em línguas cerca de mais ou menos dois minutos .Em seguida peça que todos imponham as mãos no ombro das pessoas que está a direita sem interromper a oração em línguas para que todos possam crescer mais ainda nesse dom.

Faça um breve intervalo par certificar-se quais as pessoas que ainda não receberam o domem seguida peça para aquelas que estão próximas imporem as mãos sobres elas suplicando a Deus a graça de receberem o dom de línguas

Peça as pessoas que se abram ao louvor em línguas.

Encerre com grande louvor com cânticos,palavras em português e em línguas

Dom de Falar em Línguas

Maior é quem profetiza do quem fala em línguas,anão que este as interprete para que a assembleia receba a edificação(1Cor14,13) O dom das línguas também se manifesta através de “falar “ em línguas ,que significa proclamar mensagem Deus a um grupo ou assémbleia de oração ,através de línguas estranhas.




Dom da Interpretação das Línguas



Não é uma tradução. Quando uma profecia é proclamada em línguas, ou seja, com gemidos inefáveis, ininteligíveis, faz-se necessária a utilização do dom da Interpretação das Línguas, em que uma ou mais pessoas, respeitando-se a ordem, irá proclamar aquela mesma profecia em vernáculo, isto é, em linguagem inteligível, no idioma do grupo. É imprescindível que haja quem interprete uma profecia proclamada em línguas, sob pena de o povo não entender a mensagem divina a ele dirigida. Veja o que Paulo nos ensina acerca da Interpretação das Línguas em I Cor. 14, 13. 27-28.

O que é a interpretação de Línguas?

Se a oração em línguas edifica a pessoa, a fala em línguas deve receber interpretação, que é dom do Espírito Santo. A expressão falar em línguas sugere, então, uma mensagem que chega para a comunidade ou para uma pessoa no dom de línguas, e para que os ouvintes compreendam a mensagem, esta precisa ser interpretada. Se na assembléia não tiver ninguém que a interprete, então, o transmissor da mensagem deve silenciar-se.

O dom da interpretação de línguas não é um dom de tradução. Trata-se de uma moção, uma unção do Espírito Santo para se tornar compreensível aos membros da comunidade aquela mensagem do Senhor que chega pelo dom de Línguas.

A interpretação como um dom permanente

Assim, orar em línguas é um dom permanente, podendo-se dispor dele a qualquer momento para a edificação pessoal; e o falar, emitir uma mensagem do Senhor em línguas pode ser considerado uma carisma transitório (temporário), usado em determinados momentos; contudo, são sempre dons de Deus e carismas diferentes. Estes carismas podem se manifestar em qualquer membro da comunidade, segundo a vontade de Deus com a unção do Espírito Santo para que suas mensagens sejam passadas ao seu povo.

Na fala em Línguas, Deus pode nos dar uma Revelação, Profecia ou Palavra de Ciência, Doutrina, ou discurso em línguas. E nesses casos deverá ter interpretação. Quando se FALA em línguas, se pressupõe dom de línguas e o da interpretação, para que assim, se torne conhecido o pensamento do Senhor. Paulo diz: “Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião” (v.28), por isso se indica que esse dom pode ser considerado permanente.

Como a interpretação se manifesta

A interpretação consiste “numa inspiração especial do Espírito Santo pela qual o agraciado é capacitado a dar sentido a uma mensagem vaga; este dom diz respeito ao conteúdo espiritual de uma mensagem; e quando uma mensagem em línguas recebe uma interpretação”.

Este dom se manifesta na mente da pessoa que recebe o significado da mensagem, e esta é movida a repassar com palavras inteligíveis a todos os presentes a mensagem que vem do Senhor. A mensagem em línguas pode ser curta ou longa, porém a interpretação dever ser concisa e clara, para que todos entendam. O Senhor não envia uma mensagem em partes, portanto, a interpretação deve trazer a mensagem em sua totalidade e não dividida em partes. Mais de uma pessoa pode receber a mesma interpretação de uma mensagem, nesse caso o comportamento deve ser o mesmo do utilizado nas profecias e dizer: Eu confirmo!

Há unção para a interpretação?

Sim, assim como há unção nas profecias e nas mensagens em línguas, vemos também, que há na interpretação. Podemos dizer que esta unção é uma espécie de um impulso para a interpretação, e quanto mais o intérprete se habitua a essa unção, mais fácil ficará de identificar o modo como o Senhor dita as palavras.

A interpretação deve ser correta e não contradizer as Escrituras, o magistério da Igreja ou o sesus fidei do povo de Deus. Caso contrário, a interpretação deve ser interrompida. O intérprete, ao proclamar uma mensagem, deve iniciar da seguinte forma: Eis o que o Senhor diz! Pois é em nome do Senhor que ele proclama a mensagem e não por si próprio.

Todo carisma, como o da interpretação, visa a edificação da Igreja; para isso deve ser pedido com humildade, abrindo-se sempre mais a ação do Senhor.

Fonte: Os carismas do Espírito Santo

Autor: Pe Isac Isaías Valle – 2ª Edição




Oficina do Dom de Falar e de Interpretar as Línguas

Após um breve ensino, comece o louvor em línguas .Quando você sentir que é o momento peça as pessoas para pedirem a Deus uma palavra de profecia em línguas (falar em línguas ) e o dom de interpretar silenciem e a um sinal (somente então ) aqueles que receberam uma palavra de profecia em línguas devem proclama-la cada um por sua vez para todo o grupo . Ao termino de cada profecia em línguas ,silenciem e peçam o dom de interpretar ,para em seguida proclamarem a interpretação das profecias em línguas . Finalize com grande louvor a Deus .

Dom Discernimento dos Espíritos

A outro é dado pelo Espírito o discernimento dos espíritos (1Cor12,10)

Este dom permiti discernir , examinar,perceber e identificar em nós mesmo ,nas outras pessoa , nas comunidades, nos ambientes e nos objetos o que é Deus ou que é de natureza humana ou que é do maligno.

Este dom ,como todos os outros ,é muito importante para vida cristã pois nos levará a distinguir a voz de Deus das outras vozes que nos tetam confundir . É muito importante que cada cristão se abra inteiramente a este dom par não se deixar arrastar pala suas paixões e pelas tentações do inimigo e assim livremente fazer a vontade de Deus . Talvez momentaneamente uma atitude, uma palavra , como também um sentimento ou ainda um pensamento traga ao cristão realização,alegria ,mas se não for da parte Deus logo perceberá quão vazia ficou a alma , pois só a vontade de Deus pode levar o homem a verdadeira alegria e realização. Por isso é muito salutar o exercício cotidiano deste dom para que cresça em si um discernimento apurado com relação a todas as coisas . Algo pode aparentimente parecer bom, mas só Deus sabe verdadeiramente bom. O discernimento dos espíritos protege o exercício dos dons carismático . Por ele os cristão reconhece que esses dons que estão sendo exercidos são impulsionados pelo Espírito de Deus ou se é uma ação humana ou diabólica. São João nos adverte quanto a necessidade de examinarmos se os espíritos são de Deus e nos ensina como conhece-lo :todo espírito que proclama Jesus Cristo que se encarnou é de Deus e que os espíritos do mundo falam segundo o mundo , e quem conhece a Deus ouve a Deus9(1Jo4,1-40) Portanto,este dom nos da graça de discernir o espírito da verdade e o do erro .

Oficina do Dom do Discernimento dos Espíritos

Após um breve ensino ,conduza a oração com muito louvor e abertura aos dons espirituais oriente as pessoas a ficarem de dois em dois em oração pedindo o dom do discernimento dos

espíritos em relação alguma atitude ,sentimento atitude ou situação que esteja passando . Em seguida peça que as pessoas partilhem uma com as outras o discernimento que o Senhor inspirou sobre cada coisa especifica que tenham orado finalize com grande louvor a Deus.




Dons de Santificação




Os Dons de Santificação ou Dons do Espírito Santo são como hábitos ou disposições sobrenaturais que nos conduzem a pensar, julgar e agir em todas as circunstâncias como fariam Cristo Nosso Senhor ou Sua Santíssima Mãe, se estivessem em nosso lugar. Com efeito, aqueles que se deixam conduzir com docilidade pelo Espírito Santo comportam-se de um modo divino e, por isso mesmo, santo.

 “Doador dos sete dons” ou “septiforme nos teus dons” é como se chama o Espírito Santo nos cânticos, ladainhas e hinos que lhe são dedicados. O texto bíblico que lhe deu origem é Isaías 11, 1 – 3, em cujo original encontramos um elenco de seis dons, sendo o último, o temor do Senhor, citado duas vezes:

Um renovo sairá do tronco de Jessé,

e um rebento brotará de suas raízes.

Sobre ele repousará o Espírito do Senhor,

Espírito de sabedoria e de entendimento,

Espírito de prudência e de coragem,

Espírito de ciência e de temor ao Senhor.

(Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor).”

A esta lista de seis dons, a Vulgata Jerominiana e a Tradução Grega dos 70 (Septuaginta) acrescentaram a piedade, eliminando a dupla menção do temor de Deus e obtendo assim o número de sete.

Dom da Fortaleza



O dom da fortaleza, também chamado "dom da coragem", imprime em nossa alma um impulso que nos permite suportar as maiores dificuldades e tribulações, e realizar, se necessário, atos sobrenaturalmente heróicos.

Quando falamos em virtudes heróicas, ninguém pense que só existe heroísmo quando enfrentamos grandes causas. Você faz grandes heroísmos lá no interior da sua casa, no dia-a-dia de sua vida. Veja bem que heroísmo imenso é o de uma mãe que suporta o vício do álcool do marido ou do filho! Às vezes por 10, 20, 40 anos enfrenta aquela dor, aquele sofrimento, por amor a Deus, por doação e caridade. Essa mãe tem o Dom da Fortaleza. O Dom da Fortaleza não é só para os mártires, os grandes confessores da fé. É para cada um de nós. Hoje vemos uma multidão caindo nas tentações. Pode estar faltando o Dom da Fortaleza em muita gente. Saber não cair na tentação, já é um sinal da força desse Dom.

Santa Teresinha nos fala do "heroísmo do pequeno". A fidelidade às pequenas inspirações que Deus nos faz todo dia e toda hora é fruto do Dom da Fortaleza. Nós deixamos passar ótimas oportunidades quando pequenas cruzes, pequenos sofrimentos vão passando pela nossa vida e nós não os aproveitamos para uma resposta fiel a Deus. Vem um aborrecimento, uma pessoa nos causa feridas porque falou qualquer coisa contra nós. O que fazemos? Há duas respostas: Revidamos com palavras amargas, com evidente menosprezo, com inimizades, etc., ou fazemos de conta que nem ficamos sabendo, não nos importamos com aquilo, etc.. Como funcionou o Dom da Fortaleza? É claro, naquela hora que suportamos a ofensa. O heroísmo está aí. Aprendemos agora um dos caminhos que nos leva a santidade.

São poucas as pessoas que fazem por Deus e pelo próximo aquilo que poderiam fazer mais. Porque, não temos coragem de nos empenharmos em grandes obras. Imaginem o bem que poderíamos fazer se ainda não fôssemos tão comodistas.

Paulo afirma: "Tudo posso naquele que me fortalece". E nos diz mais: pode suportar as maiores dificuldades e tribulações e praticar, se necessário, atos heróicos. Não pelas suas qualidades pessoais, mas pelo dom da fortaleza que Deus lhe concedeu". Carta aos coríntios, descrevendo as tribulações pelas quais passou por amor ao Senhor e à Igreja:

"Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigo no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as Igrejas!" (II. Cor 11,24-28) .

Ao dom da Fortaleza se opõe a timidez, que é o temor desordenado, e também aquele comodismo que impede de caminhar, de querer dar grandes passos. Estacionamos numa espiritualidade medíocre, temos medo de tudo, de prejudicar a amizade, de descontentar alguém e vamos comodamente parando no caminho da perfeição.

Dom da Piedade



O dom da Piedade produz em nós uma afeição filial para com Deus, adorando-o com amor sobrenatural e santo ardor, e uma terna afeição para com as pessoas e coisas divinas.

Aprimora em nós a virtude da justiça, sob todas as suas formas, a da religião, a da piedade e a da gratidão. Pela virtude da justiça, damos ao outro (a Deus ou ao próximo) aquilo que lhe pertence. Pelo dom da piedade, damos ao outro tudo o que podemos dar, sem medidas.

Deus nos trata com piedade. Dá-nos o que necessitamos, muito mais do que aquilo que merecemos.

O dom da piedade é auxiliado por duas virtudes teologais: a virtude da esperança e a virtude da caridade. Pela virtude da esperança participamos da execução das promessas de Deus e, pela virtude da caridade, amamos a Deus e ao próximo.

Nosso crescimento no dom da piedade efetua-se em quatro estágios:

1) Coloca em nossa alma uma ternura filial para com Deus nosso Pai: Deus é, acima de tudo, nosso Pai.

2) A piedade nos coloca na alma um filial abandono nos braços do Pai celeste.

O dom da Piedade produz em nós uma afeição filial para com Deus, adorando-o com amor sobrenatural e santo ardor, e uma terna afeição para com as pessoas e coisas divinas.

Aprimora em nós a virtude da justiça, sob todas as suas formas, a da religião, a da piedade e a da gratidão. Pela virtude da justiça, damos ao outro (a Deus ou ao próximo) aquilo que lhe pertence. Pelo dom da piedade, damos ao outro tudo o que podemos dar, sem medidas.

Deus nos trata com piedade. Dá-nos o que necessitamos, muito mais do que aquilo que merecemos.

O dom da piedade é auxiliado por duas virtudes teologais: a virtude da esperança e a virtude da caridade. Pela virtude da esperança participamos da execução das promessas de Deus e, pela virtude da caridade, amamos a Deus e ao próximo.

Nosso crescimento no dom da piedade efetua-se em quatro estágios:

1) Coloca em nossa alma uma ternura filial para com Deus nosso Pai: Deus é, acima de tudo, nosso Pai.

2) A piedade nos coloca na alma um filial abandono nos braços do Pai celeste.

3) Faz-nos ver no próximo um filho de Deus e irmão de Jesus Cristo.

4) O dom da Piedade nos leva a devotar amor sincero a todas as pessoas e coisas que estão de algum modo relacionadas com a paternidade de Deus e a fraternidade cristãs.

Quero abordar agora a necessidade de sabedoria no uso dos dons, porque tem lugar para tudo no nosso coração: cura física, cura interior, libertação... tem lugar para tudo. De nossa parte, temos de ter a sabedoria de ir colhendo uma coisa depois da outra.

Quando o Senhor nos dá uma palavra de profecia, de ciência, de discernimento ou qualquer revelação, temos de procurar discernir se aquilo que recebemos deve ser dito, quando deve ser dito e como deve ser dito. Porque alguns são afogueados. Receberam um dom, uma palavra de profecia, e a pessoa é tão apressada que já quer dizer. Mas você perguntou ao Senhor se essa palavra de profecia deve ser comunicada? Muitas vezes, trata-se de uma palavra para ser comunicada aos líderes, aos coordenadores, aos encarregados e não ao grupo.

Imaginem que eu chegue a uma cidade dizendo:

Preparem-se, porque dentro em breve um terrível terremoto acontecerá aqui, as casas haverão de desabar; preparem-se, preparem o meu povo...

Vejam que confusão. E o povo com medo. Como se preparar?

Diante de uma palavra dessas, o que eu deveria fazer? Primeiro, Orar ao Senhor para saber como e quando o Senhor quer que eu diga, e para quem o Senhor quer que eu diga. Depois de eu ter certeza de ter recebido uma palavra de profecia, tenho de perguntar ao Senhor e, de acordo com a resposta dele, ser dócil, mesmo que isso signifique gestar nove meses essa palavra de profecia dentro de mim. Não quero ser um farmacêutico apressado, não quero matar com os remédios do Senhor. Todos nós temos de ter essa responsabilidade. Quando o Senhor me disser: "Você vai falar a tais pessoas, desse jeito e nessa hora", aí eu falo. Falo, mesmo que falar me arrebente.

Para que pedir ao Senhor sabedoria no uso dos dons? Para ministrar o remédio certo a nosso povo, para que aquilo que o Senhor quer nos dar não se torne veneno.

O Senhor quer que nós vivamos a sabedoria. Vive-se a sabedoria com humildade, com paciência, dando tempo ao tempo, perguntando ao Senhor como, quando e a quem manifestar os seus dons.

Não adianta fazer as coisas que nós achamos boas: "Eu acho..." "Ah, eu pensava...". O povo diz que de pensar morreu um burro. Não adianta esse "eu pensava, eu achava". A sabedoria se faz a partir daquilo que o Senhor nos manda fazer. Quando fazemos as coisas segundo nosso entendimento, perdemos a unção: "Porque eu acho, porque eu penso, porque seria melhor, porque o povo me pressionou".

Mais do que nunca, o Senhor, o Senhor quer nos ensinar a sabedoria. É como se fossemos ovelhas. A ovelha é um animal que não tem sabedoria nenhuma. Os cães tem faro, os gatos são espertíssimos, as aves conhecem as coisas... mas de todos os animais, o mais desprovido de inteligência, sem tino, sem direção, é a ovelha. E a nós, que somos ovelhas, o Senhor quer dar sabedoria. Às vezes pensamos que a sabedoria do Senhor é assim: ele nos dá sabedoria, e ficamos sábios, sabemos tudo. Já sabemos como nos conduzir. O que fazer, o que não fazer, que ordens dar, como educar os filhos, como educar os filhos, como trabalhar, como trabalhar na paróquia, como renovar as coisas na paróquia, como promover a Renovação, como fazer palestras. A pessoa pensa que agora sabe de tudo: "Eu recebi sabedoria...", e fala até grosso, "porque agora eu tenho sabedoria". E não é assim.

A sabedoria do Senhor é dada a quem for manso como as ovelhas. A ovelha precisa continuamente da direção do pastor: "Agora é para cá, agora é para lá, agora é mais pra lá, e agora é para cá".

Dom da Sabedoria



O dom da Sabedoria pode ser definido como uma disposição sobrenatural da inteligência que leva a dar valor àquilo que diz respeito às coisas de Deus e à glória de seu nome. "A sabedoria vale mais que as pérolas e jóia alguma a pode  igualar" (Prov 8, 11). O dom da sabedoria não se aprende nos livros mas é comunicado à alma pelo próprio Deus, que ilumina e enche de amor a mente, o coração, a inteligência e a vontade

Sabedoria Humana e Sabedoria Divina

A sabedoria humana é falha. A sabedoria divina é plena e perfeita. Unicamente Deus tem a plenitude da sabedoria, e somente Ele nos pode dá-la, pelo dom da sabedoria.

"Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus e mais forte do que os homens. Vede, irmãos, o vosso grupo de eleitos: não há entre vós muitos sábios, humanamente falando, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. O que é estulto no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes." - (I Cor 1,25-27).

O Dom da Sabedoria

O Espírito Santo nos dá o dom da sabedoria, que é um dom de santificação. Dá-nos, também, o dom da palavra de sabedoria, que é um dom de serviço, ou seja, um dom carismático. É um dom que nos faz melhor entender nossa vida sobrenatural e nos faz saborear esse entendimento. O dom da sabedoria fortalece em nós as virtudes infusas e todos os demais dons de santificação. Nossa fé se torna inabalável, porque experimentamos as verdades reveladas. Nossa esperança é fortalecida, pois saboreamos a presença amorosa de Deus, com a certeza de que iremos saboreá-la com toda a intensidade na vida eterna. Nossa caridade se aperfeiçoa, pois agimos pelo amor de Deus no nosso coração. Pelo dom da sabedoria, as virtudes cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança) são praticadas com deleite.

Nossa Senhora e o Dom da Sabedoria

Maria tinha todas as virtudes no mais alto grau. São Jerônimo nos aconselha: "Tome Maria como exemplo de virtudes".

Maria teve também a plenitude dos dons. Edificou sua vida sobre os sete dons de santificação. A virgem recebeu, mais do que qualquer outra pessoa, o dom da sabedoria.

A sabedoria celeste a fez compreender e aceitar o plano de Deus para sua vida e, ao mesmo tempo, a encheu do mais puro e intenso amor a Deus e ao próximo. Assim a vemos na anunciação, na visita a Isabel, no nascimento de Jesus em Belém, na apresentação do menino Jesus no Templo, na fuga para o Egito, no reencontro com Jesus no Templo, nas bodas de Caná, aos pés da cruz e no Cenáculo.

Como nos Abrir a esse Dom

1. A sabedoria é um dom que Deus promete conceder a quem o pedir com fé (Tg 1,5).

2. Ler e meditar a oração de Salomão, pedindo a Deus o dom da sabedoria (Sb 9,1-18).

3. Procurar saborear tudo o que se relaciona com Deus

Dom do Conhecimento



Os dons do Espírito Santo nos conduz hoje a falar de outro dom, o dom do Conhecimento pelo qual nos é concedido conhecer o verdadeiro valor das criaturas em relação ao seu Criador.

Nós sabemos que o homem moderno, justamente por causa do desenvolvimento das ciências, é exposto particularmente à tentação em dar uma interpretação naturalista ao mundo. Diante da multiplicidade e da grandeza das coisas e de suas complexidade, ele corre o risco do absolutismo e quase a divinização, a ponto de os tornarem propósitos supremos de suas vidas. Isto acontece especialmente quando se trata de riquezas, prazer e de poder, os quais realmente podem ser obtidas das coisas materiais. Estes são os principais ídolos diante dos quais o mundo muito freqüentemente se prostra.

A fim de resistir a tais sutis tentações e curar as conseqüências perniciosas para as quais elas podem nos conduzir, o Espírito Santo socorre as pessoas com o dom do Conhecimento. É este o dom que os ajudam a estimar as coisas corretamente na essencial confiança no Criador. Graças a isto, S. Tomas escreve: que o homem não estime as criaturas mais que elas merecem e não coloque nelas o propósito de sua vida, mas em Deus (ct. " Summa Theol ". II-II, q. 9, um. 4).

Assim ele descobre o significado teológico da criação vendo as coisas como verdadeiras e real, embora limitadas, manifestações da Verdade, Beleza, e do infinito Amor que é Deus, e conseqüentemente ele se sente impelido em traduzir esta descoberta em louvor, canção, oração, e ação de graças. Isto é o que o Livro de Salmos sugere tão freqüentemente e de tantas maneiras. Quem não recorda de alguns exemplos disto que nos eleva a alma a Deus? " Os céus estão contando a glória de Deus; e o firmamento proclama sua obra" (Salmo 18 [19]:2; cf. Ps 8:2). " Louve o Senhor dos céus, o louve nas alturas.... Louve o, sol e lua, louve as estrelas (Salmo 148:1,3).

Iluminado pelo dom do Conhecimento, o homem descobre ao mesmo tempo a distância infinita que separa as coisas do Criador, sua intrínseca limitação, o perigo que elas podem apresentar, quando, pelo pecado, ele faz uso impróprio delas. É uma descoberta que o conduz a perceber com remorso a sua miséria e o impele voltar com maior impulso e confiança a ele que só pode satisfazer a necessidade do infinito que completamente o assalta.

Esta foi a experiência dos santos; foi também, nós podemos dizer, que a experiência dos cinco Bem Aventurados de quem tive a alegria de elevá-los a honras dos altares hoje. Porém, de um modo muito especial esta foi a experiência de Nossa Senhora que, pelo exemplo de sua jornada pessoal de fé nos ensina a viajar " entre os acontecimentos do mundo tendo nossos corações fixos onde a verdadeira alegria reside " (Oração dos Vinte-primeiros domingo em Tempo Comum).

*tradução feita pela equipe do www.cancaonova.com

Dom do Conselho



O dom do conselho, também chamado "dom da prudência", nos faz saber pronta e seguramente o que convém dizer e o que convém fazer nas diversas circunstâncias da vida. É um dom de santificação que nos faz viver sob a orientação do Espírito Santo.

O dom do conselho nos orienta instantaneamente de forma perfeita. Por ele, o Espírito Santo nos fala ao coração e nos faz compreender o que devemos fazer. Agimos sem timidez ou incerteza. Pelo dom do conselho, falamos ou agimos com toda confiança, com a audácia dos santos.

Jesus nos fala o que convém dizer, guiados pelo dom do conselho: "Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós." (Mat 10,19-20).

Há diversos graus de abertura ao dom do conselho:

No primeiro grau, consegue-se fazer com rapidez e segurança tudo o que é da vontade de Deus nas coisas necessárias para a vida espiritual.

No segundo grau, o dom do conselho nos conduz também nas coisas que não são obrigatórias, mas que são convenientes e úteis para nos levarem a Deus.

No terceiro grau, o dom do conselho nos faz caminhar com segurança, sem tropeços ou timidez, pelos caminhos do Senhor.

Dom do Entendimento



O dom do entendimento, também chamado "dom da inteligência" ou "dom do discernimento" (diferente do discernimento dos espíritos), nos dá uma compreensão profunda das verdades reveladas, sem contudo nos revelar o seu mistério. Só teremos plena compreensão do mistério quando estivermos face a face com Deus.

Faz-nos ver o que é divino sob a aparência do que é material. Por exemplo, crer em Jesus vivo e real nas espécies eucarísticas, o pão e o vinho. É bem conhecido o milagre de Lanciano ocorrido no século VIII. Um sacerdote, ao consagrar o pão e o vinho, teve uma dúvida de fé: será que eles realmente se transubstanciariam no corpo e no sangue de Cristo? Ocorreu, então, um milagre. O pão transformou-se em carne e o vinho em sangue. Até os nossos dias podem-se ver, em Lanciano, a carne e as gotas de sangue, sem deterioração, o que é uma confirmação de que Jesus está vivo e ressuscitado! Pelo dom do entendimento constata-se a graça de Deus nos sacramentos.

Torna-se claro que no visível oculta-se o invisível. No carpinteiro de Nazaré, reconhecer Deus Salvador. Esse dom nos faz ver nos irmãos a pessoa de Jesus Cristo. Paulo se chamava apóstolo abortivo, porque se considerava o menor dos apóstolos e nem se achava digno de ser chamado apóstolo (I Cor 15,8-9). São Francisco queria que os irmãos o pisoteassem. Santa Teresa se achava extremamente pecadora.

Finalmente, através desse dom, passamos a nos conhecer profundamente e a reconhecer a profundidade de nossa miséria.



Dom do Temor de Deus



Já aprendemos que os dons do Espírito Santo aperfeiçoam as virtudes. As virtudes abandonadas a si mesma não podem chegar a grandes alturas. A nossa razão, mesmo iluminada pela fé, é ainda imperfeita para perceber toda a realidade espiritual. Só os dons do Espírito Santo elevam o homem às alturas da própria dignidade.

O Dom do "Temor de Deus" aperfeiçoa a virtude da Esperança.

Há várias espécies de temores: o temor mundano, o temor servil a Deus e o temor filial a Deus. Destes, só o último é o Temor de Deus.

1) O temor humano é o medo que se sente com relação a criaturas ou situações mundanas. São temores humanos o medo de pessoas, como a mulher que teme o marido ou o marido que teme a esposa, os filhos que temem o pai ou a mãe, os alunos que temem os professores... São temores às situações mundanas, por exemplo, o medo de andar de elevador, o medo do escuro, o medo de tempestades, etc. Incluem-se ainda nesta classe os medos supersticiosos, como o medo de passar embaixo de uma escada, o medo de ver um gato preto cruzar o caminho, o medo do dia 13... Os temores ou medos mundanos originam-se de traumas. Podem desaparecer pela oração de cura interior ou por tratamentos psicológicos adequados.

2) O temor servil é principalmente o medo de ser castigado por Deus, de ir para o inferno. Esse temor é gerado pela idéia de um Deus que nos vigia constantemente, pronto a nos castigar pelas nossas faltas. E isso nos inquieta, agita, deprime. O temor servil pode afastar-nos do pecado, mas é um temor imperfeito, porque não se baseia no amor de Deus.

3) O temor de Deus é filial. É o temor de nos afastar do Pai que nos criou e que nos ama, de ofender a Deus que, por amor, sempre nos perdoa. O filho que ama o pai não quer ficar longe dele nem fazer algo que o possa magoar. É um temor nobre que brota do amor. Um temor filial, perfeito e amoroso.

O temor de Deus é um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial a Deus e nos afasta do pecado. Este compreende três atitudes principais:

1 - O vivo sentimento da grandeza de Deus e extremo horror a tudo o que ofenda sua infinita majestade;

2 - Uma viva contrição das menores faltas cometidas, por haverem ofendido a um Deus infinito e infinitamente bom, do que nasce um desejo ardente e sincero de as reparar;

3 - Um cuidado constante para evitar ocasiões de pecado.








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